Segundo dados obtidos com exclusividade recentemente pelo Jornal do Brasil,
do Rio de Janeiro, o número de medicamentos falsificados apreendidos no País cresceu
12 vezes de 2010 para 2011. Nesse ano foram apreendidas cerca de 850 mil unidades,
entre comprimidos e ampolas, de acordo com levantamento preliminar da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – já em 2010, foram 67.755 unidades.
Os medicamentos falsos integram apenas uma das categorias de
remédios com problemas apreendidos em 2011 durante ações da Anvisa em parceria
com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do Ministério da
Justiça. No total, foram identificados 2.863.851 fármacos irregulares – entre
itens contrabandeados, impróprios e sem registro.
Os medicamentos irregulares foram encontrados até mesmo em
farmácias e drogarias, mas também em lugares de venda informal, como postos de
combustíveis, lanchonetes e rodovias. Entre os principais alvos de
falsificações estão os remédios de alto custo, caso daqueles usados nos
tratamentos contra câncer, além de emagrecedores, anabolizantes e produtos
contra disfunção erétil. Na avaliação da Anvisa, os números crescentes de
apreensões refletem a intensificação da fiscalização. Apesar da dificuldade em
rastrear a origem de todos esses produtos ilegais, especialistas dizem que
grande parte vem do exterior. Segundo Edson Vismona, presidente do Fórum
Nacional de Combate à Pirataria (FNCP), não há registros recentes de fábricas
de medicamentos falsificados no Brasil. Os principais fornecedores, de acordo
com ele, são China e Colômbia.
Para os consumidores, o prejuízo vem tanto do fato de deixarem de
se tratar adequadamente quanto da exposição a possíveis contaminantes nos
comprimidos irregulares. “A pessoa que está precisando daquele tratamento pode
piorar e até mesmo ir a óbito”, diz Maldonado.
Para minimizar o risco de comprar um produto ilegal, o consumidor
deve desconfiar de preços muito abaixo da média e ficar atento a alguns
elementos na caixa do remédio, como lacre, número do lote, data de fabricação e
validade e a “raspadinha”.
Mesmo estando atentos a todos esses detalhes, a identificação
desses produtos ainda pode ser difícil. “A falsificação chegou a um nível
impressionante, a ponto de a própria indústria ter de mandar certos itens para
o laboratório para identificar se são falsificados”, diz Maldonato. Até a
“raspadinha” tem sido alvo de falsificadores. Ainda resta, contudo, para se
proteger, recorrer a redes de confiança, certificando-se de que a farmácia é
autorizada pelas autoridades sanitárias. (Com inform. do Estadão)
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