quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Apreensão de remédios falsos cresce 12 vezes


Segundo dados obtidos com exclusividade recentemente pelo Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, o número de medicamentos falsificados apreendidos no País cresceu 12 vezes de 2010 para 2011. Nesse ano foram apreendidas cerca de 850 mil unidades, entre comprimidos e ampolas, de acordo com levantamento preliminar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – já em 2010, foram 67.755 unidades.

Os medicamentos falsos integram apenas uma das categorias de remédios com problemas apreendidos em 2011 durante ações da Anvisa em parceria com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do Ministério da Justiça. No total, foram identificados 2.863.851 fármacos irregulares – entre itens contrabandeados, impróprios e sem registro.

Os medicamentos irregulares foram encontrados até mesmo em farmácias e drogarias, mas também em lugares de venda informal, como postos de combustíveis, lanchonetes e rodovias. Entre os principais alvos de falsificações estão os remédios de alto custo, caso daqueles usados nos tratamentos contra câncer, além de emagrecedores, anabolizantes e produtos contra disfunção erétil. Na avaliação da Anvisa, os números crescentes de apreensões refletem a intensificação da fiscalização. Apesar da dificuldade em rastrear a origem de todos esses produtos ilegais, especialistas dizem que grande parte vem do exterior. Segundo Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional de Combate à Pirataria (FNCP), não há registros recentes de fábricas de medicamentos falsificados no Brasil. Os principais fornecedores, de acordo com ele, são China e Colômbia.

Para os consumidores, o prejuízo vem tanto do fato de deixarem de se tratar adequadamente quanto da exposição a possíveis contaminantes nos comprimidos irregulares. “A pessoa que está precisando daquele tratamento pode piorar e até mesmo ir a óbito”, diz Maldonado.
Para minimizar o risco de comprar um produto ilegal, o consumidor deve desconfiar de preços muito abaixo da média e ficar atento a alguns elementos na caixa do remédio, como lacre, número do lote, data de fabricação e validade e a “raspadinha”.

Mesmo estando atentos a todos esses detalhes, a identificação desses produtos ainda pode ser difícil. “A falsificação chegou a um nível impressionante, a ponto de a própria indústria ter de mandar certos itens para o laboratório para identificar se são falsificados”, diz Maldonato. Até a “raspadinha” tem sido alvo de falsificadores. Ainda resta, contudo, para se proteger, recorrer a redes de confiança, certificando-se de que a farmácia é autorizada pelas autoridades sanitárias. (Com inform. do Estadão)

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