A meu ver, uma grande reforma no
modelo de ensino brasileiro, a fim de transformar a difícil tarefa de estudar
em algo mais atrativo. Uma reforma que faça com que o aluno deseje ir para a
escola e não que para ele vá... obrigado e empurrado. Que faça com que ele
deixe de ficar o tempo de escola sempre ansioso para ouvir a campainha para se
sentir livre. Que o aluno não vá para a
escola apenas por uma simples ração alimentar (merenda). Enfim, uma grande
reforma que faça com que as pessoas procurem a escola pelo prazer de nela estar
para estudar e aprender. É claro que para isso mais estabelecimentos de ensino
têm de ser abertos, já que estamos num país de dimensões continentais. Além
disso, o corpo docente tem ser selecionado, frequentemente reciclado e mais bem
remunerado. Eis a minha dica para quem agora vai trabalhar com base nos dados da recente
pesquisa.
Estudo
feito pelo Movimento Todos pela Educação aponta que 3,8 milhões de crianças e
jovens entre 4 e 17 anos estavam fora da escola em 2010. Na década (2000-2010),
entretanto, houve um aumento de 9,2% na taxa de acesso à escola, segundo o
estudo De Olho nas Metas 2011, divulgado nesta terça-feira, 7.
A
Região Norte registrou o maior aumento na frequência ao sistema de ensino, com
crescimento de 14,2%, o que possibilitou o atendimento de 87,8% das crianças e
adolescentes entre 4 e 17 anos. A Região Sudeste teve o menor avanço na década,
expansão de 8%. Ainda assim, é a parte do País com maior índice de jovens
matriculados, 92,7%. No Brasil, a taxa de inclusão escolar chega a 91,5%. Mesmo
com o acréscimo nas taxas de frequência, o relatório aponta que o País não
conseguiu superar a meta intermediária (de 93,4% de acesso) estabelecida para o
ano de 2010.
Com
o maior número de jovens em idade escolar (17,3 milhões), a Região Sudeste
registra o maior número de crianças e adolescentes fora da escola (1,27
milhão). Desses, 607,2 mil estão no Estado de São Paulo, unidade da federação
com maior número de jovens sem estudar. Porcentualmente, no entanto, apenas 7%
dos paulistanos entre 4 e 17 anos não frequentam a escola.
Na
Região Norte são 579,6 mil jovens que não estão estudando. O Acre é o Estado
com a pior taxa de inclusão, 85%, o que representa 35 mil crianças e adolescentes
fora do sistema de ensino.
As
taxas de acesso à pré-escola permanecem em patamares muito mais baixos que os
estabelecidos pelas metas. Crianças de 4 e 5 anos têm a menor taxa de
atendimento (80,1%). Na Região Norte, apenas 69% das crianças que deveriam
estar na pré-escola estão estudando. O ensino médio também apresenta uma taxa
de frequência menor do que a média. Na faixa de 15 a 17 anos, apenas 83,3%
estão inseridos no sistema de ensino, o que representa 1,7 milhão de jovens
fora da escola. O menor percentual de acesso é registrado novamente no Norte
(81,3%).
O estudo De Olho nas Metas é um
relatório anual cujo intuito é acompanhar indicadores educacionais ligados às
cinco metas estabelecidas pelo Todos Pela Educação para serem cumpridas até
2022. A primeira meta é chegar ao índice de 98% ou mais das crianças e jovens
de 4 a 17 anos matriculados e frequentando a escola no prazo de dez anos. (Com
informações do Estadão)

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