O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, disse
hoje (16) que o governo estuda a criação de uma secretaria para tratar de
políticas relacionadas ao idoso. De acordo com o ministro, a Secretaria
Nacional do Idoso, como deverá ser chamada, inicialmente, não terá status de
ministério. “Dentro de dois meses um grupo vai se reunir e tudo
indica que vamos ter a possibilidade concreta de anunciar a criação da
secretaria nesse período”, disse, logo após reunião com as centrais sindicais
para discutir o fim do fator previdenciário e o aumento para os aposentados que
ganham mais de um salário mínimo.
Segundo Garibaldi, a criação de uma secretaria para
tratar de políticas públicas para idosos é uma reivindicação antiga dos
sindicatos.
“Há algum tempo vem se reivindicando uma secretaria do idoso, a exemplo de outras secretarias que foram criadas. O fato de uma discussão como essa [sobre o fim do fator previdenciário e aumento de aposentadoria para quem ganha acima do salário mínimo] às vezes não avançar como desejamos é pela falta de uma secretaria que pudesse dar mais objetividade à discussão”, avaliou.
“Há algum tempo vem se reivindicando uma secretaria do idoso, a exemplo de outras secretarias que foram criadas. O fato de uma discussão como essa [sobre o fim do fator previdenciário e aumento de aposentadoria para quem ganha acima do salário mínimo] às vezes não avançar como desejamos é pela falta de uma secretaria que pudesse dar mais objetividade à discussão”, avaliou.
O ministro disse que não foi possível estabelecer uma
nova proposta para o fim do fator previdenciário. “O que ficou claro é
que o governo, com essa crise internacional que persiste, não vai ter condições
imediatas de atender ao aumento real para os que ganham acima do mínimo e
atender também a um calendário para a finalização do fator previdenciário nem
uma conclusão para a substituição ao fator.”
Garibaldi destacou que o reajuste para os aposentados
que ganham acima do mínimo deve ficar para o próximo ano e que o governo
pretende discutir com as centrais uma política de valorização das
aposentadorias como foi feito com o salário mínimo.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados,
João Inocentini, disse que o fim do fator previdenciário é o cenário ideal, mas
que as fórmulas (mecanismos mais simples para calcular a aposentadoria) já
apresentadas pelas centrais podem voltar a ser discutidas. “Nós colocamos essas fórmulas na mesa e para nós já
havia algum entendimento sobre isso com o governo. O bom mesmo era o fim do
fator, mas a fórmula era melhor do que o fator. O governo recuou e não deu
sequência. Queremos abrir a discussão porque entendemos que essa fórmula
poderia resolver e criar um impacto menor nas aposentadorias”, disse.
Parte das centrais defende a fórmula 85/95, que soma a
idade do trabalhador e o tempo de contribuição. Para as mulheres essa soma
seria 85 e para os homens, 95. Quem atingisse esse número teria direito à
aposentadoria integral. Há ainda centrais, como a Força Sindical, que defendem
a aposentadoria integral ao trabalhador cuja soma da idade e do tempo de
contribuição resultar em 80 (mulher) e 90 (homem). (Ag. Brasil)

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