De Maria, os cristãos devem aprender a rezar, e a
mãe de Deus pode ser um modelo de oração também no momento da própria morte. Foi o que salientou
Bento XVI descrevendo a oração de Maria, feita de escuta, disponibilidade á
vontade de Deus, capacidade de ler a própria vida á luz de Deus, uma
capacidade, disse o Papa na audiência geral desta quarta feira, que será útil a
cada cristão também nos momentos difíceis, na fase de passagem, não ultima a
passagem da vida para a morte.
Com a audiência
geral desta quarta feira na Praça de S. Pedro, Bento XVI iniciou um novo ciclo
de catequeses, dedicado á oração nos Actos dos Apóstolos e nas cartas de São
Paulo, concentrando-se em particular na oração de Maria nos inicios da Igreja,
isto é no tempo que vai da Ascensão a Pentecostes e no cenáculo de Jerusalém.
Partindo do
Evangelho de S. Lucas, o Papa passou da infância de Jesus á visita de Maria a
sua prima Isabel e ao Magnificat, sempre analisando o tipo de oração de Nossa
Senhora.
Devemos olhar para
estes episódios, disse citando entre outras a oração no cenáculo de Jerusalém,
não com a simples atenção histórica a uma coisa passada, mas colhendo o seu
significado de grande valor, porque Maria com os discípulos partilha o mais
precioso que existe, a memoria de Jesus e conservando a memoria, conserva a
sua presença e conservando a presença constrói a Igreja. Estas as palavras de Bento XVI falando em português:
Queridos irmãos e
irmãs,
Nos Actos dos
Apóstolos, aparecem os Discípulos reunidos em oração com a Mãe de Jesus no
Cenáculo à espera do Espírito Santo. Assim como a vida terrena de Jesus teve
início com Maria, assim também a Igreja dá os primeiros passos com Ela. As
etapas do caminho de Maria desde a sua casa de Nazaré até ao Cenáculo, passando
pela Cruz onde Jesus Lhe entregou João como filho, mostram-Na num perseverante
clima de recolhimento, meditando tudo no silêncio do seu coração. Com esta
atitude interior de escuta, Maria é capaz de ler a história, reconhecendo com
humildade que é o Senhor quem tudo realiza. No Magnificat, vemos Maria cantar
não só as maravilhas n’Ela operadas, mas também aquilo que Deus fez e continua
a fazer na História. Por isso esta sua presença no Cenáculo tem um grande
significado, pois Maria partilha com os Apóstolos aquilo que há de mais
precioso: a memória viva de Jesus na oração. Venerar a Mãe de Jesus na Igreja
significa aprender d’Ela a ser comunidade que reza.
* * *
Amados peregrinos de
língua portuguesa, especialmente os grupos paroquiais de São José e Cosminho,
sede bem-vindos! Que esta peregrinação ao túmulo dos Apóstolos fortaleça, nos
vossos corações, o sentir e o viver em Igreja, sob o terno olhar da Virgem Mãe!
Com Ela, aprendei a ler os sinais de Deus na História, para serdes construtores
duma nova humanidade. Como encorajamento e penhor de graças, dou-vos a minha
Bênção. (Da Rádio Vaticano)

Nenhum comentário:
Postar um comentário