QUANDO A GALINHA POR OU PUSER?
A segunda frase é a
gramaticalmente correta. Sendo o verbo de uma oração temporal (introduzida pela
palavra “quando”) ou condicional (introduzida pela palavra “se”), o verbo pôr
assume a forma puser. O mesmo ocorre com seus derivados. Exs.: Quando eu
depuser (e não: Quando eu depor); Se ele compuser (e não: Se ele compor); Se
ele impuser (e não: Se ele impor); Quando ele decompuser (e não: Quando ele
decompor); Se ele recompuser (e não: Se ele recompor).
VIMOS OU VIEMOS?
Quanto ao verbo vir,
devemos usar vimos, quando se trata de ação presente. E viemos, quando se trata
de ação passada. Exs.: Ontem, viemos aqui e não o encontramos; Por isso, hoje,
vimos novamente.
FALOU E DISSE
Segundo a tradição
gramatical, quem fala fala “de”, ou fala “sobre”, ou fala “para”, ou fala “a”.
Enfim, o verbo falar exige preposição. Não está, portanto, de acordo com o
padrão culto da Língua a construção: Ele falou que chegaria atrasado. No caso,
o verbo foi empregado sem preposição. Corrige-se, substituindo o verbo “falar”
pelo verbo “dizer”: Ele disse que chegaria atrasado.
O verbo falar
dispensa, entretanto, a preposição quando tem por objeto um idioma ou a palavra
“verdade”: Falar espanhol; Falar inglês; Falar francês; Falar português; Quem
fala verdade não merece castigo.
ESQUECERAM DE MIM
Diga-se: Esquecerem-se
de mim. Este verbo, como o seu antônimo “lembrar”, pode ser transitivo direto,
transitivo indireto e intransitivo. Como transitivo direto, pede objeto direto:
Esqueci a lição. Como transitivo indireto, exige objeto indireto: Esqueci-me
(Esqueci-me da lição). Como intransitivo: Esqueceu-me a lição (A lição sendo
sujeito de “esqueceu-me”)
LEMBRO-ME O DIA DO EXAME
O correto será:
Lembra-me o dia do exame. O verbo lembrar é, ao mesmo tempo, transitivo direto
e indireto, sendo igualmente pronominal.
A frase acima também pode construir-se com a preposição “de” e teremos:
Lembro-me do dia dos exames.
Vejamos os exemplos
seguintes: - Como verbo transitivo direto: Lembro-lhe a sua promessa (a sua
promessa, objeto direto); - Como verbo transitivo indireto: Não me lembro disso
(disso, objeto indireto); - Como verbo intransitivo: Não me lembra o que lhe
disse (“o que lhe disse” funciona como sujeito).
HOJE É VINTE DO MÊS
Deve-se dizer: Hoje
são vinte do mês. O número de dias é que determina a concordância. Entretanto,
se empregarmos a palavra “dia”, o verbo ficará logicamente no singular. Ex.:
Hoje é dia 15 de mês.
Há gramáticos que
aceitam também a concordância: Hoje é vinte do mês (usando o cardinal vinte
pelo ordinal vigésimo). Assim, hoje é o vigésimo dia do mês. O melhor, o mais
consentâneo é seguir a orientação acima.
(*) Professor Antonio da Costa é graduado em Letras
Plenas, com Especialização em Língua Portuguesa e Literatura, na Universidade
Estadual Vale do Acaraú (UVA). É, também, servidor do Serviço Autônomo de Água
e Esgoto (SAAE) de Sobral. Contatos: (088) 9409-9922 e (088) 9762-2542.
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