Evidências crescentes têm
demonstrado que as doenças crônicas não transmissíveis são influenciadas pela
alimentação incorreta, caracterizada pelo consumo frequente de álcool e
alimentos com alto teor de gorduras, sal, açúcar, e pela inadequação da prática
regular de atividade física.
Os princípios de uma alimentação
adequada e saudável pressupõem o consumo diário de uma variedade de alimentos
in natura e minimamente processados (como cereais e tubérculos, feijões,
frutas, verduras e legumes, carnes) de forma que a alimentação consiga fornecer
água, carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, fibras e minerais, para o
bom funcionamento do organismo.
A alimentação adequada e saudável
inclui o consumo de diferentes alimentos e de água, que desempenha papel
fundamental na regulação de muitas funções vitais do organismo. A necessidade
ideal de água não é a mesma para todas as pessoas. Ela está relacionada ao
clima, a massa corporal, ao consumo alimentar, a atividade física e aos hábitos
adquiridos desde a infância.
Grupos alimentares
Carboidratos - Alimentos com alta concentração
de carboidratos, como os grãos (incluindo arroz, milho e trigo), pães, massas,
tubérculos (como as batatas e o inhame) e raízes (como a mandioca) de forma
geral são fontes de carboidratos complexos e fibras alimentares, mas também
contêm vitaminas, minerais e proteínas.
O açúcar não é necessário
ao organismo humano, pois pertence ao grupo dos carboidratos simples e a
energia fornecida por eles pode ser obtida por meio dos carboidratos complexos
(amidos). Dessa forma, este açúcar simples deve ter seu consumo reduzido, visto
que em excesso está relacionado ao aumento do risco de obesidade e outras
doenças crônicas não transmissíveis.
Frutas, legumes e verduras - Devem ser consumidos diariamente.
Esses alimentos são fontes de fibra alimentar, vitaminas e minerais. O
incentivo ao consumo concentra-se principalmente em suas formas naturais.
Produtos com alta concentração de açúcar, como geleias de fruta, bebidas com
sabor de fruta e vegetais em conserva, com alto teor de sal, não fazem parte
desse incentivo.
Vegetais ricos em proteínas - Particularmente os cereais
integrais, as leguminosas, como os feijões, e também as sementes e castanhas
são fontes de fibra alimentar, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro e outros
minerais, além de pequena quantidade de gordura do tipo insaturada.
Alimentos de origem animal - Incluir pequenas quantidades de
carne de gado, porco, peixe, aves, ovos e também leite, queijo e iogurte,
preferencialmente desnatados ou com baixos teores de gordura. Esses alimentos
são fonte de ferro, cálcio e vitamina B12 (exclusiva de produtos de origem
animal).
Uma alimentação vegetariana
adequada pode ser capaz de atender às necessidades nutricionais. Ao optar por
uma alimentação vegetariana, é importante o acompanhamento com nutricionista
para garantir a apropriada substituição e combinação dos alimentos e não
aumentar o risco à saúde por inadequação alimentar.
Alimentos fontes de gordura - As gorduras são fontes de ácidos
graxos essenciais e de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), que
necessariamente devem ser veiculados pelos alimentos, pois o organismo não pode
produzi-los. Assim, todos os seres humanos precisam de fonte de gordura, de
preferência insaturada (mono e poli-insaturada). A gordura saturada, presente
em alimentos de origem animal, aumenta o risco de dislipidemias (alterações dos
níveis das gorduras no sangue) e doenças cardíacas.
É melhor evitar! - Refrigerantes, biscoitos,
salgadinhos de pacote e refeições prontas para aquecer possuem elevada
densidade energética (calorias), são ricos em açúcar, gorduras (principalmente
trans) e/ou sódio e possuem características, como alta palatabilidade e
conveniência, que favorecem o consumo excessivo de calorias, aumentando o risco
de obesidade. Por isso, seu consumo deve ser evitado.
Vale a pena ressaltar que nenhum
alimento específico ou grupo deles isoladamente é suficiente para fornecer
todos os nutrientes necessários a uma boa alimentação e, consequentemente,
manutenção da saúde. (Fonte:
Ministério da Saúde)

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