quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Sociólogo americano: EUA caminham para modelo brasileiro de identificação racial

Os critérios com que brasileiros e americanos se identificam racialmente estão se aproximando, diz Reginald Daniel, professor de sociologia da Universidade da Califórnia (Santa Barbara). Ele afirma que, aos poucos, os Estados Unidos estão deixando para trás um modelo de classificação rígido e binário, que enquadrava a maioria da população nas categorias branca ou negra. Com a imigração latina e o crescimento de casamentos inter-raciais, cada vez mais americanos se veem como multirraciais.


Já o Brasil, onde historicamente vigora um modelo racial mais flexível, percorre o caminho inverso: cresce no país o número de pessoas que se identificam como pretas ou negras e repelem termos que designam grupos intermediários, como pardo ou mestiço. A tese está no livro Race and Multiraciality in Brazil and the United States: Converging Paths? ("Raça e multirracialidade no Brasil e nos EUA: caminhos convergentes?", em tradução livre), escrito por Daniel após vários anos de pesquisa nos dois países.


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