O presidente Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), Gilmar Mendes, marcou para terça-feira (4), às 9h, o início do
julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, que
disputou as eleições presidenciais de 2014. Para analisar o processo, foram
marcadas quatro sessões na semana que vem.
A última etapa do processo foi concluída
ontem (28) pelo relator, ministro Herman Benjamin, que enviou aos demais
integrantes do colegiado o relatório final. Ao concluir o processo, Herman
pediu a Gilmar Mendes que inclua o processo imediatamente na pauta, conforme
prevê a Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar 64/1990).
No relatório, que é mantido em sigilo pelo
relator, há uma síntese sobre a fase de coleta de provas, entre as quais estão
os depoimentos de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht, que
citaram supostos pagamentos irregulares para a campanha presidencial. O voto de
Herman Benjamin será conhecido somente no dia do julgamento.
Apesar do processo de impeachment da presidenta Dilma
Rousseff, a ação prosseguiu porque os dois integrantes da chapa podem ficar
inelegíveis por oito anos se o TSE entender pela cassação do resultado da
eleição de 2014. Se a ação for julgada procedente, o Congresso Nacional fará
uma eleição indireta para escolher um novo presidente. O tribunal também pode
decidir dar posse ao segundo colocado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Processo - Em dezembro de 2014, as contas da campanha da
então presidenta Dilma Rousseff e de seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram
aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi
reaberto porque o PSDB questionou a aprovação por entender que há
irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma, que teria
recebido recursos do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.
Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil da presidenta e do
vice-presidente é julgada em conjunto.
A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer
irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de
distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. No início do mês, a
defesa do presidente Michel Temer sustentou no TSE que a campanha eleitoral do
PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados,
não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços. (Ag.
Brasil)
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