A disciplina de literatura cearense teve um
rendimento de aprendizado muito ampliado e proveitoso para todos os acadêmicos.
Mostrou a importância da literatura no mundo contemporâneo e os grandes
escritores que fazem parte da literatura regional do nosso estado. Até porque A cultura do Ceará é diversificada e com muitas características
marcantes. O governo estadual criou a Secretaria da Cultura do Ceará, a primeira do Brasil, em 1966. A instituição organiza
e fomenta a cultura cearense e auxilia outras instituições particulares na
manutenção das tradições da população do estado. Vinculado a ela estão: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho, Museu Sacro São José de Ribamar, Museu do Ceará, Museu da Imagem e do Som do Ceará e Theatro
José de Alencar São algumas das principais instituições governamentais
de fomento da cultura cearense.
Outras
instituições culturais importantes são: Academia Cearense de Letras, Conservatório de Música Alberto Nepomuceno, Instituto
do Ceará, Instituto Cultural do Cariri, Museu dos
Inhamuns, Academia Sobralense de Letras.
Tivemos como
base conversar em grupo sobre o ensino da literatura em sala de aula e a sua
importância na vida cultural e discente do aluno.
Até porque O
Ceará é terra de muitos escritores e poetas importantes, podendo-se citar,
dentre muitos outros: José de Alencar, Domingos Olímpio, Rachel de Queiroz, Adolfo Caminha, Antônio Sales, Jáder
Carvalho, Moreira Campos, Gustavo Barroso, Patativa
do Assaré, João Clímaco Bezerra, Ana Miranda etc.
A literatura
cearense foi sempre caracterizada por florescer em torno de grupos literários.
O primeiro desses grupos de desenvolvimento literário foi Os Oiteiros, que, embora mantendo os
padrões típicos do Arcadismo, soube encontrar uma
cor local para descrever o fugere
urbem e o carpe diem
típicos daquela escola.
José de Alencar, nascido em Messejana (hoje anexada como
bairro a Fortaleza), é considerado o principal romancista do Romantismo brasileiro. Suas obras
tornaram-se bastante famosas, especialmente O Guarani, Iracema e Senhora.
No final do
século XIX, surgiu a Padaria
Espiritual, uma agremiação cultural formada por jovens escritores, pintores e
músicos. Marcada pela ironia, irreverência e espírito crítico, bem como por um
"sincretismo" literário, a Padaria Espiritual se expressava por meio
do jornal O Pão. Muitos autores
criticavam as instituições e valores então vigentes. Para alguns críticos
literários e historiadores, a Padaria Espiritual pode ser considerada um
movimento pré-modernista que já apresentava alguns aspectos do Modernismo, que só surgiria com
força em São Paulo quase trinta anos
depois. Assim, de certa forma, o Ceará foi pioneiro em desenvolver uma
literatura irreverente, relativamente informal e sincrética. A Academia Cearense de Letras foi fundada em 1894 e durante muito tempo
foi a principal instituição literária do estado, congregando alguns dos nomes
mais ilustres da literatura estadual. Hoje, existem diversas instituições
similares em todo o Estado do Ceará. A sua criação inspirou, porém, alguns anos
mais tarde, a formação da Academia Brasileira de Letras.
O Modernismo se consolidou no Ceará
por meio do movimento Clã,
fundado nos anos 40, que congregou diversos escritores renomados cearenses:
Moreira Campos, João Clímaco Bezerra, Antônio Girão Barroso, Aluísio Medeiros,
Otacílio Collares, Artur
Eduardo Benevides, Antônio
Martins Filho, Braga Montenegro, Manuel Eduardo Pinheiro Campos, Fran Martins, José
Camelo Ponte, José Stênio Lopes, Milton Dias, Lúcia Fernandes Martins e Mozart
Soriano Aderaldo.
Na década de
70, surgiram outros dois importantes grupos literários no Ceará: O Saco, uma revista artística
inusitada, pois era distribuída com folhas soltas guardadas dentro de um saco;
e o Grupo Siriará, que reuniu
diversos jovens escritores, propondo uma literatura cearense autêntica e
desvinculada dos estereótipos que se estabeleceram na retratação literária do nosso
ambiente.

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