
Foi lançado nesta terça-feira (12) o aplicativo Poder do Voto, que
permite aos cidadãos acompanhar discussões dos projetos de lei em pauta na
Câmara e no Senado. É possível escolher até três senadores e um deputado para
seguir e saber como se posicionaram em qualquer votação.
O usuário também pode comentar se é a favor ou contra uma lei e conhecer
a opinião de diferentes entidades sobre os temas em pauta. O Poder do Voto pode ser baixado gratuitamente nas
plataformas Android e IOs.
Para marcar o lançamento do aplicativo, um binóculo gigante apontado
para o Congresso Nacional foi instalado em frente ao
Congresso, na Esplanada dos Ministérios. A instalação poderá ser vista até
sábado (16).
O aplicativo pode ser uma ferramenta útil também para os
parlamentares. Quando uma matéria importante vai ser votada no plenário, os
cidadãos recebem alertas. Após registrar sua opinião para aquele determinado
assunto, ela será enviada para os congressistas, que são notificados por
e-mail.
“Você coloca a sua opinião e o parlamentar receberá um relatório de
quantos são contra ou a favor”, explica Mario Mello, fundador do Poder do Voto,
instituição sem fins lucrativos criada em 2017.
Mario Mello disse que as opiniões dos usuários são enviadas para os
e-mails dos parlamentares. “O aplicativo tenta resolver três problemas: amnésia
política, acompanhamento do parlamentar e responder à pergunta: ele representa
ou não me representa?”.
O objetivo, disse Mario Mello, é fortalecer a cidadania. “É um
instrumento de participação e cobrança, e o binóculo representa esse marco:
transparência e aproximação com a atividade parlamentar”.
O taxista Bastião Carlos de Oliveira, de 53 anos, disse que vota desde
os 18 anos e acompanha os parlamentares em quem votou. “Eu acompanho a
política. Tem que ser, quem não gosta da política sofre nas mãos dos políticos.
Se eles desvirtuam daquilo que prometeram, eu caio fora. Não voto mais nele”,
disse.
Em entrevista à Folha de S. Paulo em
março de 2018, Mario Mello contou que resolveu criar o Poder do Voto porque ficou fixado na ideia de que se o
eleitor tivesse na mão uma ferramenta para acompanhar a atividade do
parlamentar em quem votou, formar opinião própria sobre projetos que seu
representante avalia e ainda medir a afinidade entre seu pensamento e as posturas
do parlamentar, o Congresso seria melhor.
(Fonte: Último
Segundo)
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