Em reunião com
deputados estaduais da base aliada nesta segunda-feira (27), no Palácio da
Abolição, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), anunciou que o estado vai
“puxar o freio” com os gastos na máquina pública, com impacto inclusive no
custeio das emendas apontadas pelos parlamentares para obras no interior do
estado. Estiveram presentes na reunião todos os secretários estaduais e 39 dos
46 deputados.
A redução de despesas, segundo Camilo Santana, se deve ao cenário de
incertezas na economia brasileira. O chefe do executivo estadual disse que
busca alternativas para aumentar a receita do Ceará sem elevar impostos, mas
frisou que “ajustes” são necessários.
“Ninguém sabe o que pode acontecer, por isso que a gente tem que puxar
o freio e manter o Estado bem equilibrado. Já defini dentro do governo um
percentual de gastos com investimentos, obras, PCF (Pacto de Cooperação
Federativa - indicação dos deputados), prefeitos, (gastos) por ano, divididos
por mês”, disse.
Camilo, no entanto, não disse para os deputados durante a reunião
quanto é esse percentual, mas sabe-se que a medida terá impacto sobre as
emendas parlamentares ao Orçamento do Estado.
É através do Programa de Cooperação Federativa (PCF), firmado entre as
prefeituras e o Governo do Estado, para obras e projetos nos municípios
cearenses, que os deputados podem apresentar emendas anuais de até R$ 1 milhão
ao Orçamento do Estado.
Alerta - Esse
programa é considerado importante pelos deputados por ser uma forma de
garantirem recursos às bases eleitorais no interior do estado. Camilo disse,
porém, que o Ceará não terá recursos suficientes para bancar todos os convênios
celebrados neste ano com as prefeituras.
A reunião desta segunda-feira com os deputados estaduais ocorre em meio
às insatisfações na base aliada com o Governo do Estado. Nos bastidores,
deputados dizem que não estão tendo suas demandas atendidas pelo Executivo.
(G1)
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