Os presidentes de diversas
confederações foram recebidos no Palácio do Planalto e manifestaram apoio à
reforma da Previdência proposta do governo federal.
Segundo o presidente da
Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins,
as confederações, pela maneira com que trabalham, podem fazer uma ação para
melhorar um pouco o problema da pobreza do Nordeste, principalmente no meio
rural.
“O presidente [Bolsonaro] está
com um projeto para cidades acima de 50 mil habitantes e nós nos propusemos a
trabalhar naquela cidades mais pobres, do homem do campo, que são 14 milhões de
pessoas que vivem no meio rural do Nordeste”, disse.
Entre as ações que podem ser
executadas, Martins citou a capacitação de jovens e de profissionais de saúde e
a modernização dos meios de trabalho, além de tornar mais competitiva a
atividade de pequenos produtores e comerciantes.
O presidente da CNA explicou
que os recursos são adicionais aos que as entidades já investem na região. A
proposta deve ser entregue em breve ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni,
que, segundo Martins, vai alinhar os projetos das entidades ao que já foi
anunciado pelo governo para o Nordeste.
Na última sexta-feira (24), o
presidente Bolsonaro fez sua primeira visita oficial à região e apresentou o
Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste, da Superintendência do
Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a ser implementado em quatro anos, a
partir de 2020, em 41 cidades e nas nove capitais da região.
O documento tem como aposta
estratégica o fortalecimento das redes de cidades intermediárias com áreas de
influência que possam crescer economicamente.
Ele será encaminhado até
agosto ao Congresso Nacional para tramitar em conjunto com o Plano Plurianual
da União, que define o planejamento de longo prazo das ações do governo
federal.
Reforma da Previdência ganha
mais apoio - No encontro desta terça-feira,
no Palácio do Planalto, os presidentes das entidades empresariais também
entregaram uma carta em apoio à reforma da Previdência proposta pelo governo,
em tramitação desde fevereiro na Câmara dos Deputados.
No documento, as entidades
afirmam que a reforma é indispensável para o destravamento de investimentos
públicos e privados e que confiam no bom senso do Congresso Nacional para
aprovar uma Previdência justa e sustentável.
Para os empresários, a
estrangulação fiscal do Estado, provocada pelo modelo atual das aposentadorias,
é a principal causa da estagnação econômica do país.
“As entidades empresariais vêm
enfrentando ainda os desafios de um tempo de aceleradas transformações
tecnológicas e mudanças socioeconômicas mundiais. Tudo isso leva-nos à certeza
de que o país não pode mais prescindir de uma Nova Previdência, base para
outras iniciativas modernizadoras, que confiamos serão propostas no tempo
certo. Só assim será possível reduzir o Custo Brasil e assegurar a segurança
jurídica indispensável à atração de investimentos e à ação empreendedora”, diz
a carta.
Assinam o documento os
presidentes da CNA, João Martins; da Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo, José Tadros; da Confederação Nacional da Comunicação
Social, Gláucio Binder; da Confederação Nacional das Cooperativas, Márcio de
Freitas; da Confederação Nacional da Indústria, Paulo Ferreira, em exercício;
da Confederação Nacional da Saúde, Breno Monteiro; da Confederação Nacional das
Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e
Capitalização, Márcio Coriolano; da Confederação Nacional dos Transportes,
Vander Costa; e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Sergio
Rial. (Fonte: JB)

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