Ministro da Ciência e
Tecnologia participou de um evento no Ceará em celebração ao centenário do
eclipse observado para comprovar a Teoria da Relatividade.
O ministro da Ciência,
Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, afirmou nesta
quarta-feira (29), em visita ao Ceará, que as bolsas do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) estão preservadas do
contingenciamento de recursos anunciado pelo Governo Federal.
Pontes participou
de um evento na cidade de Sobral, Região Norte do Ceará, em celebração ao centenário do eclipse observado para comprovar a Teoria da Relatividade,
proposta pelo físico alemão Albert Einstein.
Segundo Marcos Pontes, o
ministério da Ciência e Tecnologia sofreu um contingenciamento de 42,7%. No
entanto, as bolsas do CNPq e alguns projetos tecnológicos estão livre dos
cortes de recursos, conforme o ministro.
"No meu ministério, nós
preservamos os Sirius, não teve nenhum contingenciamento nos Sírius, que é um
acelerador de partículas extremamente importante pra tecnologia do país. Nós
preservamos nossas unidades de pesquisa, não teve nenhum tipo de
contingenciamento por causa da importância delas e porque os orçamentos das
unidades já estavam baixo. E as bolsas do CNPq, que é essencial pra irrigar a tecnologia
do país. Então nós preservamos tudo isso do contingenciamento", disse.
Pontes acrescentou que deve se
reunir nos próximos dias com o ministro da Educação, ministro Abraham
Weintraub, para discutir as ações que podem impactar as pesquisas.
"Quando a gente fala de
educação, logicamente eu não tenho os números, mas o que me preocupa é sempre a
parte dos laboratórios que conserva uma conexão direta com a Ciência e
Tecnologia. Eu já tenho marcada uma conversa com o ministro Abraham pra gente
conversar um pouco, mas certamente ele está fazendo o máximo pra que as coisas
funcionem pelo lado de lá", afirmou.
Queda no orçamento - Independente do contingenciamento, o presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras
de Azevedo, afirmou, em abril deste ano, que as bolsas de pesquisa só estavam confirmadas até o mês de setembro.
Azevedo explicou que para este ano sofreu uma redução em comparação com 2018 e
parte do dinheiro de 2019 foi usada para pagar das bolsas referentes a dezembro
do ano passado. A estimativa é que o CNPq necessite de cerca de R$ 300 milhões
para conseguir fechar as contas de 2019.
Dados do CNPq mostram que esse
é pelo menos o terceiro ano consecutivo de queda na verba destinada ao
pagamento de bolsas. De 2018 para 2019, nas demais áreas, como gastos de
administração e de fomento à pesquisa, houve um aumento no orçamento.
Porém, o orçamento global do
CNPq teve uma perda em valores absolutos de R$ 142,6 milhões, considerando os
valores do orçamento do ano passado corrigidos pela inflação acumulada até
janeiro deste ano.
O ministro Marcos Pontes não
comentou sobre a redução das verbas destinadas ao conselho.
Quase 80 mil bolsistas - O G1 teve acesso a números do CNPq relativos a fevereiro
deste ano, quando o conselho registrou 79.749 bolsistas – o número flutua
conforme novos bolsistas são incorporados, ou antigos bolsistas concluem suas
pesquisas. Metade deles recebem bolsas de iniciação científica ou tecnológica,
que têm valores entre R$ 100 e R$ 400. Considerando o número de bolsistas
nesses programas e o valor das bolsas, o CNPq gastou cerca de R$ 13 milhões com
40.383 bolsas naquele mês. (G1)
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