Não esperem de mim, pela passagem do Dia das Mães, amanhã, mais uma contação da história de Ann Jarvis que, em homenagem a ela, sua filha homônima, no início da 1ª década do século 20, quis gravar para sempre a influência da mãe na Guerra da Secessão Americana entre 1861 e 1885 como “socorrista de feridos” tanto do lado dos ‘Confederados’ como do lado da ‘União’.
Pelo seu maternal cuidado e dedicação foi instituído, em sua homenagem, o Dia das Mães. Também não queiram que eu lhes conte a oficialização do Dia das Mães no Brasil, em 1932, pelo Decreto de Nº 21.366, do Presidente Getúlio Vargas, determinando o “2º Domingo de Maio, como momento de comemorar os sentimentos e virtudes do amor materno”. Ainda não quero que esta minha reflexão engrosse as fileiras dos que se aproveitam da data para a Comercialização do Dia das Mães, bem diferente dos motivos sentimentais e carinhosos pelos quais foi criado. E aí alguém poderá perguntar-me: se os motivos não são estes, que motivação tem você pra nos apresentar? Será alguma motivação Religiosa? Política? Histórica? - Digamos que as três.
Dezesseis
anos antes de iniciar o Novo Testamento na Narração Bíblica - já no finalzinho
do Velho Testamento - nascia do casal Joaquim e Ana, a filha MARIA que,
adolescente ainda, recebeu o anúncio dado pelo Anjo Gabriel de que ela seria a
Mãe de Jesus, o Filho de Deus. Assustou-se com o recado, pois não “conhecia
homem algum”/ mas, diante da explicação do Anjo, entendeu e aceitou: “eis aqui
a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E assim
aconteceu: o filho de Deus se fez homem. Tornou-se carne. Ocupou o ventre
de Maria. E logo ali, faltando 03 meses para sua prima Isabel dar à luz
seu filho João, Maria foi visitá-la e permaneceu com ela os 03 últimos meses de
sua gravidez para ajudá-la no parto.
À
sua chegada, no reencontro entre as primas, Maria provou que o que estava
acontecendo com ela, era obra de Deus; daí tê-Lo louvado, bela e
profeticamente, com estas e outras palavras: “a minha alma anuncia a grandeza
do Senhor/ o meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu salvador/... Ele
levanta a sua mão poderosa e derrota os orgulhosos com todos os planos deles/
Derruba dos seus tronos reis poderosos e põe os humildes em altas posições/. Dá
fartura aos que têm fome, e manda os ricos embora com as mãos vazias”. (Cf.
em Lucas, 1,46-55).
Pra que
vocação mais linda do que esta da Mãe Maria, que entendeu logo a
Missão de seu Filho, como o verdadeiro libertador? Jesus vinha para levantar a
mão poderosa e derrotar os orgulhosos e todos os seus malfadados planos. Seu
Filho chegava para desafiar os poderosos e derrubá-los de seus tronos, dando
vez e voz aos humildes. A estes sim, caberiam as mais altas posições. E que
dizer dos pobres e dos famintos? Teriam fartura para saciar-lhes a fome. Não
iriam enriquecer mais, os que já eram ricos. Dar-lhes a vida, o sangue para se
locupletarem com inúmeros bens e riquezas. Estes que ficassem de mãos vazias.
Alguém me poderá retrucar: é esta a Mãe Maria? Já havia o socialismo naquele
tempo? A Igreja ensina isto?
Não é só
a Igreja. É a Palavra de Deus desde o Antigo Testamento, sobretudo pela boca
dos profetas e Maria fez Profetismo nessa ocasião. Ela falou em nome de Deus.
Por isso eu disse no início deste Comentário que minha maneira de comemorar
o Dia das Mães não era pra recontar o que todos os anos se
lembra: a história de Ann Jarvis, o decreto de Getúlio Vargas ou a propaganda
da oferta de presentes às Mães/ para abarrotar os cofres dos Comerciantes que
vêem no Dia das Mães, Natal e Páscoa ou em outras invencionices/,
meios de lucrarem materialmente.
Que
lhes parece ver o Dia das Mães por este ângulo? É melhor a
visão anterior? Vou tentar aprofundar o meu modo de ver. Estou falando de
Maria, a Mãe de Deus e nossa Mãe, no dia a Ela dedicado que, por extensão, é
dedicado também às nossas Mães. Bem antes das motivações,
comentadas, anteriormente/, após o
nascimento, Jesus foi apresentado no Templo (Lc.2,22). Seus
pais se surpreenderam com as palavras dos Profetas, Simeão e Ana: “este menino
foi escolhido por Deus para ser destruição e salvação de muitos em Israel... e
uma espada transpassará o teu coração, Maria”. O Coração da Mãe já começa
a sofrer. Depois teve que acompanhar José e seu ‘Jesus Cristim’, em fuga
para o Egito pra defendê-lo das garras de Herodes (Mt. 2,12). Voltam para
Nazaré, onde o menino crescia, ficava forte, trabalhava com o pai e era
abençoado por Deus.
Com 12
anos foi ao Templo, como de costume, para a Festa da Páscoa, em
Jerusalém. Desencontraram-se e o garoto se desgarrou dos pais, sendo
visto 03 dias depois com os mestres da lei, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas (Lc.2,
41-52). De volta a Nazaré, Jesus crescia fisicamente, também em sabedoria, e
tanto Deus como as pessoas gostavam dele. Enquanto Maria guardava tudo isso em
seu coração e o acompanhava até sua fase adulta, lhe influenciando mesmo, na
realização de seu 1º Milagre. Estão lembrados?
Para se
atualizarem, informo que, do dia 1º até hoje, as celebrações ocorreram:
Abertura – pelo Papa, no altar da Virgem do Socorro na Basílica Vaticana.
Seguidamente: Inglaterra, Nigéria, Polônia, Israel e no Brasil, dia 06, no
Santuário da Virgem Aparecida. Ontem, nas Filipinas e hoje na Argentina.
Acompanhem todos os dias, às 18 hs. da Itália, 14 hs. aqui até o fim do mês
quando o Papa encerrará tudo nos Jardins Vaticanos, sempre pela Rádio Vaticano,
em português ou em cadeia com outra Emissora.


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