Contrariando
a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comunidade científica, a secretaria
coordenada por Angotti soltou nota afirmando que as vacinas não têm
demonstração de segurança. No entanto, as vacinas contra a Covid são
internacionalmente reconhecidas como método mais seguro de prevenção contra a
doença.
No
documento, a secretaria do Ministério da Saúde também
afirma que a hidroxicloroquina demonstrou segurança como uma tecnologia de
saúde para a Covid – o que não tem respaldo científico.
A
ministra Rosa Weber determinou ainda que o secretário se manifeste sobre a ação
do partido Rede que, além de contestar a nota técnica, pede para que ele saia
do cargo.
Alteração
A nota
técnica questionada pela Rede foi publicada na última sexta-feira (21). Após as
críticas e as cobranças dos especialistas, o Ministério da Saúde,
nesta quarta (26), retirou da nota a tabela que dizia que as vacinas não são
seguras e que a hidroxicloroquina é eficaz para a Covid.
Mas
o texto mantém a defesa da Saúde do uso dos medicamentos do "kit
Covid", comprovadamente ineficazes para a Covid.
A
nova nota técnica foi publicada no site da Comissão Nacional de Incorporação de
Tecnologias (Conitec).
As
diretrizes da Conitec, aprovadas em maio e dezembro do ano passado, eram de não
usar remédios como a cloroquina, a azitromicina, a ivermectina e outros
medicamentos sem eficácia para tratar a doença – tanto em ambulatórios (casos
leves) como em hospitais, quando o paciente está internado. Ambas foram
rejeitadas pelo ministério.
Mas
o Ministério
da Saúde rejeitou as orientações da Conitec.
Argumento da Rede
Ao
Supremo, a Rede afirmou que a nota técnica "é claramente contrária ao
consenso científico internacional e afronta os princípios da cautela, precaução
e prevenção – que deveriam ser o norte da bússola de qualquer gestor público no
âmbito do enfrentamento de uma pandemia".
A legenda também classifica o documento da secretaria do Ministério da Saúde como "acintoso à Constituição Federal".
(G1)
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