Segundo
Dino, em 100 casos, houve pedido para que as redes preservassem o conteúdo
desses perfis para abastecer investigações em curso. O ministro não detalhou os
conteúdos ou a autoria desse material.
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com ministros, governadores
e chefes dos poderes Legislativo e Judiciário nesta terça, no Palácio do
Planalto, para criar um "Conselho da Federação" que
possa enfrentar essa e outras questões em âmbito nacional.
Judiciário
A presidente do STF, ministra Rosa Weber, prestou solidariedade às
famílias das vítimas e destacou medidas tomadas pelo Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) para enfrentar o problema – como a criação de um grupo
multidisciplinar.
“Parabenizo
o presidente Lula por essa iniciativa, quanto a um tema que constrange a todos
nós brasileiros e brasileiras e que diz respeito ao enfrentamento da violência
contra as crianças no local onde elas devem estar, na escola”, afirmou.
Moraes
fez um discurso centrado no combate à desinformação nas redes sociais e
comparou a proliferação das informações que incitaram os episódios aos ataques
de 8 de janeiro e às urnas eletrônicas.
“Não
há uma diferença. É exatamente idêntico. As redes sociais se acham uma terra
sem lei. Precisamos regulamentar isso. Venho conversando isso com Lira e
Pacheco. Se não houver uma autorregulação e uma regulamentação em alguns standards [padrões], vamos
continuar a ver essas situações”, disse.
Propostas no Legislativo
O presidente do Congresso, senador Rodrigo
Pacheco (PSD-MG), lembrou que o Senado já aprovou o projeto que criminaliza as
fake news e agora aguarda uma decisão da Câmara.
O
relator, deputado Orlando Silva (PcdoB-SP), deve apresentar o novo relatório
nos próximos dias. O presidente da Câmara deve colocar em votação o texto entre
26 e 27 de abril.
“Em
eventual retorno ao Senado nós cuidaremos com prioridade absoluta e verdadeira
para que esse projeto seja aprovado e que no ordenamento jurídico se insira
limitadores a atuação de redes sociais em caráter preventivo e também de
caráter repressivo”, disse Pacheco.
O
presidente do Senado defendeu ainda uma política educacional sobre armas para
levar informações à população sobre a capacidade e potencialidade lesiva do
aparato.
(g1)

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