Neste
sentido, Santana defendeu que a troca de experiências é fundamental. Ele
lembrou que educação está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico,
além de garantir a saúde e a defesa da democracia.
Tecnologia
para o bem
Ao
falar sobre a tendência de digitalização do mundo contemporâneo, o ministro
brasileiro lembrou que “é importante ter cidadania digital para que jovens,
professores e a humanidade possam usar tecnologia para o bem”, e que isso passa
pela regulamentação do uso das plataformas digitais.
“Lamentavelmente,
nós vivemos o uso da tecnologia para estimular a intolerância, o
ódio, o armamento, enfim, a morte, o fascismo, as ações
antidemocráticas. É importante combatermos isso, e darmos o exemplo. No Brasil,
estamos com o Congresso Nacional discutindo como regulamentar leis para o uso
das plataformas digitais em nosso país, mais isso [é algo que] precisa ser
feito em todo mundo”, argumentou.
Ao
iniciar sua participação no fórum, Camilo Santana disse que o Brasil quer
dialogar de modo “soberano, mas horizontal e democrático” com outros países e
ressaltou a disposição do país em “aprender com a experiência internacional,
reconhecendo e interagindo com as soluções já experimentadas em outros territórios”.
“Queremos
também disponibilizar o que já sabemos fazer para apoiar outras nações”,
acrescentou.
Encontro
dos povos
O
ministro defendeu que a educação brasileira precisa avançar para ser “cada vez
mais o lugar de encontro dos povos que compõem a nação, para que aprendam
juntos a construir um novo país”.
“Povos
indígenas, população negra, comunidades quilombolas, pessoas do campo, da
cidade e da floresta; todas as ricas culturas que formam a nossa identidade
precisam ser os protagonistas de qualquer esforço de política educacional”,
complementou.
A
seus pares, que participam do encontro, Camilo Santana disse ser necessário que
os países mais ricos compreendam que “a globalização não é apenas para a
economia, mas para criar condições iguais para toda a população do mundo
inteiro”, por meio da educação, inclusive para o combate à pobreza, à
desigualdade, ao racismo e à intolerância.
“Portanto,
temos de globalizar o acesso à tecnologia. Aí entra um pouco da questão de
intercâmbios e das ações”, disse ao afirmar que educação e desenvolvimento
econômico “caminham na mesma direção”.
Segundo
o ministro, “o Brasil já aprendeu que a garantia do direito à educação é também
a garantia da saúde e da defesa da democracia, e que nenhuma democracia se
sustenta sem que esteja instalada nos corações e mente de cada cidadão”.
“Retomamos,
com o governo do presidente Lula, o sentido efetivamente democrático, diverso e
plural para a agenda educacional brasileira, e reconhecemos que a nossa
potência está na diversidade”, ressaltou.
(Ag.
Brasil)

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