Até agora, o g1 já identificou 18 promoções nos sites das montadoras. Há
modelos disponíveis por menos de R$ 60 mil e outros veículos com descontos que
ultrapassam R$ 12 mil. Além do pacote de incentivos do governo, as empresas
também estão oferecendo descontos próprios, para estimular o consumo.
Para a sondagem, a reportagem considerou a região de São Paulo e os
preços iniciais sugeridos pelas montadoras em seus sites. Ainda de acordo com a
pesquisa, pelo menos 10 companhias vendem carros até R$ 120 mil.
Os preços com desconto já estão disponíveis e têm validade de quatro
meses ou até que o limite disponibilizado pelo governo para o financiamento do
programa seja atingido. Vale destacar que não
necessariamente os preços anunciados pela montadoras serão os preços praticados
pelas concessionárias.
Além disso, cada montadora está aplicando suas próprias regras para as
promoções, como datas específicas, limites do número de veículos com desconto e
condições de pagamentos menos flexíveis. É importante consultar todas essas
condições de oferta por meio dos canais oficiais das empresas.
Como serão calculados os descontos do
governo para carros novos?
Os descontos anunciados pelo governo seguirão um esquema de pontos com
base em quatro critérios: fonte de energia, consumo energético, preço e
densidade produtiva (a porcentagem do carro que é produzida no Brasil).
Para calcular o desconto de cada veículo, é necessário somar os pontos
que ele tem em cada um dos critérios estabelecidos pelo governo.
Para
que um carro receba o desconto máximo, de R$ 8 mil, por exemplo, é necessário
chegar a, pelo menos, 90 pontos.
Veja
um exemplo:
- se a
fonte de energia é o etanol ou a eletricidade/modelo híbrido, o carro faz
25 pontos;
- se
tem um consumo energético igual ou inferior a 1,40 MJ/Km, faz mais 25
pontos;
- se o
preço público sugerido for de R$ 70.000,01 a R$ 80 mil, faz 20 pontos;
- se a
densidade produtiva for de 65% a 74,99%, faz mais 20 pontos, totalizando
90 e alcançando o desconto de R$ 8 mil.
Para
ficar na faixa mínima de desconto, de R$ 2 mil, a pontuação precisa ficar
abaixo de 69. Dessa forma, se o carro:
- é
flex (aceita gasolina e etanol), faz 20 pontos;
- tem
um consumo energético entre 1,61 e 2,00 MJ/Km, faz 15 pontos;
- custa
entre R$ 80.000,01 e R$ 90 mil, faz 18 pontos;
- tem
uma densidade produtiva entre 60% e 64,99%, faz mais 15 pontos,
totalizando 68 e recebendo o desconto mínimo.
No total, são sete faixas de desconto, que variam de acordo com as
seguintes pontuações:
- R$
8 mil para
veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 90;
- R$
7 mil para
veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 85 e inferior a 90;
- R$
6 mil para
veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 80 e um e inferior a
85;
- R$
5 mil para
veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 77 e inferior a 81;
- R$
4 mil para
veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 73 e inferior a 77;
- R$
3 mil para
veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 69 e inferior a 73;
- R$
2 mil para
veículos cuja soma dos pontos seja inferior a 69.
De onde virá o dinheiro para a
medida?
Para conseguir o dinheiro para sustentar o programa, o governo vai antecipar
a retomada da cobrança de impostos sobre o óleo diesel, como o Pis e a Cofins.
Isso só estava previsto para janeiro de 2024. Mas agora será feito em duas
etapas, a primeira já em setembro deste ano e a segunda em janeiro do ano que
vem.
A medida - a reoneração do diesel - deve gerar R$ 2 bilhões em
arrecadação até o ano que vem, mais do que o R$ 1,5 bilhão necessários para
custear a queda do preço dos carros populares, caminhões e ônibus. O restante
será usado no orçamento de 2024.
E, em vez de reduzir impostos, a ideia do governo agora é conceder
créditos tributários às empresas do setor. Ou seja, elas vão continuar tendo de
pagar os tributos, mas ganharão créditos que podem ser usados para abater
pagamentos de impostos no futuro.
No total, o governo reservou R$ 1,5 bilhão para o programa. Serão R$ 500
milhões para automóveis, R$ 700 milhões para caminhões; R$ 300 milhões para
vans e ônibus. Quando atingir o R$ 1,5 bilhão, o programa
será encerrado.
Venda de carros cresceu em maio
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea), a quantidade de carros licenciados em maio
foi de 127,5 mil, o número é 7,9% maior que abril (118,2 mil). Contudo, no
comparativo anual, houve uma queda de 8,6% - à época, foram licenciados 139,5
mil automóveis.
A produção nacional de veículos também teve um aumento no comparativo mental. Em abril, foram produzidos 137,5 mil carros; no último mês, 175,1 mil - alta de 27,3%. No comparativo com maio de 2022 (159,6 mil), houve um aumento produtivo de 9,7%
(g1)
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