Quem
foi Papai Noel?
Havia na Turquia um jovem chamado Nicolau .
Era filho de pais ricos e desde a infância dedicou-se à devoção religiosa.
Muito caridoso, orava muito, praticava a penitência e mortificava o corpo para
consagrá-lo a Deus, chegando até a fugir de companhias de outro sexo para não
cair em tentações.
Sempre vigilante por essa forma de viver,
Nicolau se ordenou padre, dando mais prioridade à sua família. Conta-se que um
pai de três moças, reconhecendo que não tinha condições de dar uma vida digna
às filhas, estava prestes a entregá-las à prostituição, chegando inclusive a
aconselhar a isso. Ao saber desse fato, às caladas da noite, Nicolau foi a casa
daquela família e, em três noites sucessivas, jogou pela janela três bolsas com
dinheiro suficiente que serviu de dote para casarem decentemente.
Evitou, assim, uma família inteira do
pecado e da prostituição.
Nas épocas de frio de sua região, as pessoas pobres ficavam fadadas a morrer pela fome e pelo frio. Penalizado por isso, Nicolau saía percorrendo e fazendo doação de comida, mantimentos e roupas, principalmente para as crianças.
Nas épocas de frio de sua região, as pessoas pobres ficavam fadadas a morrer pela fome e pelo frio. Penalizado por isso, Nicolau saía percorrendo e fazendo doação de comida, mantimentos e roupas, principalmente para as crianças.
Nicolau, que viveu e foi bispo em Mira, na
Turquia, lá morreu no ano 342. Foi declarado Santo da Igreja Católica depois de
muitos milagres a ele atribuídos, sendo-lhe dedicado o dia 6 de dezembro. A
transformação do bispo São Nicolau em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e
correu o mundo. Nos Estados Unidos, a tradição do velhinho de barbas compridas
e brancas, roupas vermelhas (vestes de bispo), que anda num trenó puxado por
uma rena ganhou força. Por lá, ele recebe o nome de Santa Clauss.
São Nicolau é, também, Padroeiro dos
marinheiros e navegantes. Já a figura de Papai Noel que conhecemos hoje foi
obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper`s Weeklys, em 1881.
Se a
origem vem de Nicolau, por que Papai Noel?
Muitos chamam até, de forma errada, Papai
Noé. É Noel, e nada tem a ver com o Noé da arca. Como se observou acima, São
Nicolau foi um verdadeiro pai para muita gente.
Grave
bem:
A palavra Noel vem do francês (Confirme no Dic. Aurélio!) e significa: Natal.
Portanto, PAPAI NOEL = PAPAI DO NATAL.
Pena que a mídia, violentamente atiçada
pelos interesses comerciais, está fazendo de tudo para por Papai Noel
(fantasia) acima do Menino Jesus (realidade). E o pior: Grande parte da
população aceita. E dá sua colaboração.
Presépio
Presépio ou lapinha é uma representação que
se faz do local onde provavelmente nasceu Jesus Cristo e se propõe durante o
período natalino. O primeiro presépio de que se tem conhecimento é de autoria
de São Francisco de Assis (Itália, 1181/1226). Sua intenção era impregnar na
memória dos fiéis o ambiente em
que Jesus nascera.
Missa
do Galo
Este primeiro presépio foi feito em 1224,
na cidade de Greccio, na Itália. São Francisco exibia o presépio à meia-noite,
exatamente na hora simbólica do nascimento do Menino Jesus, sendo o ato seguido
de uma missa. Como os galos cantavam habitualmente às primeiras horas da
madrugada e isso acontecia durante a solenidade, o povo deu o nome a essa
celebração de Missa do Galo. É lamentável o fato de hoje contar-se nos dedos as
residências que ainda cultivam o hábito de fazer presépios (lapinhas).
Árvore de Natal
Árvore de Natal no Arco Nossa Senhora de Fátima - Sobral (CE)
Entre as várias versões sobre a procedência
da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a
mais aceita atribui a novidade ao teólogo alemão Martinho Lutero (1483/1546),
autor da Reforma Protestante do século XVI, antes padre da Igreja Católica.
Martinho Lutero montou um pinheiro enfeitado com velas em sua casa. Queria,
assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de
Jesus Cristo. Lutero escolheu o pinheiro porque ela é uma das únicas espécies
que não perdem as folhas no inverno rigoroso do hemisfério norte. Na Roma
antiga, os romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiro para comemorar uma
festa chamada “Saturnália”, que coincide com o nosso Natal.
A Estrela de
Belém
A Bíblia relata que uma estrela
guiou os três Reis Magos desde o Oriente e indicou o lugar onde era possível
encontrar o Menino Jesus. São muitas as teorias que tentam explicar este
milagre, entre elas está a que se tratava do brilhante planeta Vênus, da
passagem dos cometas Halley ou Hale-Bopp, uma ocultação da Lua...
Uma das hipóteses aceitas é a do astrônomo Johannes Kleper, que em 1606 afirmou que a estrela era uma rara tripla conjugação da Terra com os planetas Júpiter e Saturno, passando pelo Sol e ao mesmo momento por Peixes. Esta conjugação se apresenta aos olhos do observador terrestre como uma estrela muito brilhante. Outra suposição, esta mais recente, tem a idéia de uma nova estrela brilhante observada próxima da estrela Theta Aquilae.
Pinheiro
Não podendo recebê-los todos
pessoalmente pediu que fossem depositados em baixo de uma árvore no jardim.
Origina-se daí, igualmente, o costume depositar os presentes em baixo da árvore.
Árvore verde também trás a esperança , a alegria e a vida nova. O verde
constante do pinheiro, a vida permanente e plena que Jesus Cristo aparece.
Os Cartões de Natal
Em 1831, um jornal de Barcelona,
na Espanha, quis pôr em funcionamento a técnica da litografia, felicitando seus
leitores pelo Natal mediante uma estampa, o que já pode ser considerado uma
forma de cartão de Natal. A confecção do primeiro cartão de Natal, no entanto,
normalmente é atribuída ao britânico Henry Cole que, em 1843, encomendou a uma
gráfica um cartão com a mensagem: "Feliz Natal e Próspero Ano Novo"
porque não tinha tempo para escrever pessoalmente a cada um de seus amigos.
Rapidamente, o costume de desejar
Boas Festas com o uso de um cartão se estendeu por toda a Europa e, a partir de
1870, esses cartões começaram a ser impressos coloridos. Já a partir dessa
época a imagem de Santa Claus - com suas diversas variações ao longo das
décadas - começou a ser freqüente nos cartões de Natal.
A vela
Por milhares de anos, até a
descoberta da energia elétrica há 100 anos, a vela, a lamparina ou lampião a
óleo, as tochas foram as fontes de luz nas trevas noturnas. A minúscula chama
afugentava as trevas, a escuridão dando segurança e calor.
Por isso, na
antigüidade alguns povos chegaram a cultuar o fogo como divindade. Jesus Cristo
é a luz que ilumina nosso caminho: "Eu sou a luz do mundo, quem me segue
não andará nas trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8,12). E "vós sois
a luz do mundo ... não se acende uma candeia para se pôr debaixo de uma
vasilha, mas num candelabro para que ilumine todos os da casa. É assim que deve
brilha vossa luz" (MT 5,14-16).
Guirlanda
No primeiro domingo deste
tempo litúrgico, acende-se a primeira vela que simboliza o perdão a Adão e Eva.
No segundo domingo, a segunda vela acesa representa a fé. A terceira vela
simboliza a alegria do rei David, que celebrou a aliança e sua continuidade. A
última vela simboliza o ensinamento dos profetas.
Sinos
As renas carregam
sinos de anúncio e de convocação. O sino simboliza o respeito ao chamado divino
e representa o ponto de comunicação entre o céu e a terra. Remete ao ambiente
rural, o tempo da igreja matriz e seus sinos e toques de aviso e de convocação
para a vida e para a morte.
Bolo
e panetone
Uma série de bolos e massas são preparados somente para o
Natal e são conhecidos por todo mundo. O bolo recheado de frutas secas e uvas
secas é uma tradição do Natal italiano. Ele foi criado na cidade de Milão, não
se sabe ao certo por quem. Existem três versões. A primeira diz que o produto
foi inventado, no ano 900, por um padeiro chamado Tone. Por isso, o bolo teria
ficado conhecido como pane-di-Tone. A segunda versão da história conta que o
mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, preparou, em 1395,
o produto para uma festa. E a última versão é mais romântica e conta que
Ughetto resolveu se empregar numa padaria, para poder ficar pertinho da sua
amada Adalgisa, filha do dono. Ali ele teria inventado o panetone, entre 1300 e
1400. Feliz com a novidade, o padeiro permitiu que Ughetto se casasse com
Adalgisa. No Brasil, a tradição surgiu depois da Segunda Guerra Mundial quando
imigrantes italianos resolveram fazer o mesmo panetone consumido por eles na Itália
na época de Natal.
Presentes
Segundo a
tradição cristã, a troca de presentes relembra as ofertas que os três reis
magos ofereceram a Jesus (incenso, ouro e mirra). Também simboliza o “presente”
que Deus deu à humanidade, seu filho Jesus.
Canção Noite Feliz
A canção mais popular da noite de
Natal nasceu na Áustria, em 1818. Na cidade de Arnsdorf, ratos entravam no
órgão da igreja e roeram os foles. Preocupado com a possibilidade de uma noite
de Natal sem música, o padre Joseph Mohr saiu atrás de um instrumento que
pudesse substituir o antigo. Em suas peregrinações, começou a imaginar como
teria sido a noite em Belém. Fez anotações e procurou o músico Franz Gruber
para que as transformasse em melodia.
A versão brasileira da canção também foi feita por um religioso: o Frei Pedro Sinzig. Também nascido na Áustria, em 1876, veio morar na cidade de Salvador, na Bahia, em 1893. O frei naturalizou-se brasileiro em 1898 e se destacou como um grande incentivador da música religiosa no país. Atuou como consultor e conselheiro de muitos compositores, inclusive de Villa-Lobos, que dedicou a ele a canção "Missa S. Sebastião". Frei Pedro morreu na Alemanha em 1952.
A versão brasileira da canção também foi feita por um religioso: o Frei Pedro Sinzig. Também nascido na Áustria, em 1876, veio morar na cidade de Salvador, na Bahia, em 1893. O frei naturalizou-se brasileiro em 1898 e se destacou como um grande incentivador da música religiosa no país. Atuou como consultor e conselheiro de muitos compositores, inclusive de Villa-Lobos, que dedicou a ele a canção "Missa S. Sebastião". Frei Pedro morreu na Alemanha em 1952.














Nenhum comentário:
Postar um comentário