O
governo federal lançou ontem a primeira operação integrada com a Polícia
Rodoviária Federal (PRF), polícias estaduais e agências do trânsito para tentar
reduzir a média de quatro mortos por hora em acidentes de trânsito em todo o
país. De acordo com dados do Ministério da Saúde, essa média de óbitos persiste
desde 2008 e totaliza mais de 41 mil mortos ao ano. Para o ministro das
Cidades, Mário Negromonte, é como se a cada dois dias caísse um boeing no
Brasil. “A sociedade fica mais comovida com acidentes de um boeing do que com
esses espalhados no país inteiro”, lamenta.
A aposta da PRF para mudar esse cenário é fazer um levantamento dos trechos em
que mais ocorrem acidentes e verificar as principais causas. Com um mapa dos 60
trechos mais perigosos, a corporação fechou parcerias para atuar nesses
espaços, responsáveis por 22% dos acidentes. Durante o lançamento da ação, que
envolve quatro ministérios — da Saúde, dos Transportes, de Cidades e da Justiça
— e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o ministro da Justiça, José
Eduardo Cardozo, explicou que as blitzes ocorrerão simultaneamente nesses
trechos até 27 de fevereiro. “Na medida em que as fiscalizações se integram,
nós fechamos a porteira para quem burla”, acredita Cardozo.
Para especialistas, a operação batizada de RodoVida pode ser um passo para amenizar as tragédias no trânsito, mas não vai resolver o problema. O diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Dirceu Alves Júnior, afirma que a intensificação da fiscalização daria melhores resultados se fosse aliada a ações de educação e punição severa. “O total desconhecimento das adversidades é o grande responsável por esse número absurdo de acidentes. As pessoas aprendem muito pouco e acham que não serão punidas.” Segundo o professor de psicologia comportamental da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em trânsito Hartmut Gunther, outros fatores também deveriam ser considerados. “Nós sabemos que a pessoa que recebe as consequências imediatas tem mais chances de aprender. Mas são vários fatores que influenciam nos acidentes. A conservação das estradas e a falta de sinalização também merecem atenção do Estado”, alerta. (Ag. Brasil)
Para especialistas, a operação batizada de RodoVida pode ser um passo para amenizar as tragédias no trânsito, mas não vai resolver o problema. O diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Dirceu Alves Júnior, afirma que a intensificação da fiscalização daria melhores resultados se fosse aliada a ações de educação e punição severa. “O total desconhecimento das adversidades é o grande responsável por esse número absurdo de acidentes. As pessoas aprendem muito pouco e acham que não serão punidas.” Segundo o professor de psicologia comportamental da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em trânsito Hartmut Gunther, outros fatores também deveriam ser considerados. “Nós sabemos que a pessoa que recebe as consequências imediatas tem mais chances de aprender. Mas são vários fatores que influenciam nos acidentes. A conservação das estradas e a falta de sinalização também merecem atenção do Estado”, alerta. (Ag. Brasil)

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