A imprensa local noticiou que a Polícia Rodoviária Federal prendeu dois homens na região
do distrito de Taperuaba, sob a suspeita de estarem repassando dinheiro falso na
região. O caso está sendo apurado, mas a população pode e deve tomar suas
precauções.
Eventos com grandes
aglomerações, como carnaval e festas similares, festejos juninos e de final de
ano, quando muita gente se desloca de um lugar para outro. Essas são ocasiões muito
propícias para a circulação de dinheiro falso. Leia atentamente algumas orientações
repassadas pelo Banco Central do Brasil. Atente bem para os seguintes detalhes:
>> Marca d'água:
segure a cédula contra a luz, olhando para o lado que contém a numeração (valor
da nota). Observe na área clara à esquerda: as cédulas de R$ 50 e R$ 100
(preferidas dos fraudadores, representando, juntas, 90% das notas apreendidas)
apresentam como marca d'água a figura da República.
Já as de R$ 1, R$ 5 e R$
10 podem apresentar a figura da República ou a Bandeira Nacional. A cédula de
R$ 2 apresenta a figura da tartaruga marinha com o número 2, enquanto a de R$
20 tem como marca apenas a figura do mico-leão-dourado com o número 20.
>> Relevo: sinta
com os dedos o papel e a impressão. O papel legítimo é menos liso do que o
comum. A impressão apresenta relevo na figura da República, onde está escrito
Banco Central do Brasil e nos números do valor da cédula.
>> Registro
coincidente: o desenho das Armas Nacionais de um lado deve se ajustar
exatamente ao mesmo desenho que se encontra na outra face da nota.
Medidas
de segurança - Para
ajudar na identificação de dinheiro falso, o Banco Central (www.bacen.gov.br)
oferece cursos gratuitos para pequenos grupos, que ocorrem de acordo com a
procura.
Caso exista a suspeita de dinheiro falso, a
orientação, válida principalmente para os comerciantes, é de registrar
ocorrência na delegacia, encaminhando o boletim e a nota a uma central de
atendimento do BC. Outra opção é entregar o dinheiro para um banco de sua
preferência, que fará o encaminhamento para análise do Banco Central.
Vale lembrar que a falsificação de dinheiro é crime,
e a pena neste caso varia de três a 12 anos de prisão. Já quem usa a nota
falsa, mesmo sem qualquer má intenção, pode ser condenado a uma pena de seis
meses a dois anos de prisão.
Há três situações em que a
pessoa pode pegar dinheiro falso: no banco, em caixas eletrônicos e de outras
pessoas. Nas duas primeiras situações, é possível livrar-se do prejuízo. Mas
atenção: no caso de receber o dinheiro falso de terceiros, será muito difícil
sair ileso desse negócio. "Se o cliente recebe a cédula ou moeda em um
banco, a recomendação é que o gerente seja informado na hora", declara
José dos Santos Barbosa Barbosa, chefe do departamento de Meio Circulante do
Banco Central (BC). Ele desconhece casos em que o gerente tenha recusado o
reembolso. Mas se o cliente não for ressarcido, deve ir imediatamente a uma
delegacia e pedir que seja feita uma diligência até a instituição.
Se o cliente tirar o dinheiro
em caixas eletrônicos à noite ou no fim de semana, a recomendação é a mesma. Ir
direto à delegacia e no próximo dia útil falar com o gerente para tentar reaver
o dinheiro. Mas, se receber as notas falsas por qualquer outra via, o único
jeito é preencher um cadastro em qualquer banco. O banco envia a nota ao Banco
Central, que verificará se é falsa ou não. Mas a pessoa não é ressarcida.

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