A população já
elegeu a saúde pública como um dos maiores alvos de reclamação e de
insatisfação. Os meios de comunicação não param de mostrar o caos em que se
encontra esse setor da administração pública no País. E, discordando de integrantes
do governo que considera a situação sob controle, muitas autoridades e políticos
defendem uma tomada de providências urgentes e enérgicas para inverter o quadro.
Mas nem por isso o País deixa de ser referência quando se fala no que oferece
nessa área. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem muito oferecer para países
que estão construindo seu próprio sistema de saúde.
O Sistema Único de
Saúde brasileiro foi foco de discussão no comitê de Genebra da Organização
Mundial da Saúde (OMS) junto a Organização Panamericana de Saúde (OPAS). O
objetivo foi apresentar o SUS para o comitê que quer conhecer o modelo
brasileiro para ajudar outros países a também construir um sistema público de
saúde. Para a diretora geral assistente da OMS, Carissa Etienne, o sistema
universal de saúde brasileiro é um exemplo de acesso à saúde pública. “O Brasil
tem muito a oferecer e os outros países têm muito a aprender com os avanços e
também com os problemas que percebemos nesse sistema tão complexo”, afirma.
O SUS foi
apresentado ao comitê pelos secretários Jarbas Barbosa (Vigilância em Saúde), e
Helvécio Magalhães (Atenção à Saúde). Além de Carissa Etienne, participaram da
mesa de discussão, o representante da OPAS/OMS no Brasil, Jacobo
Finkelman.
O encontro, ocorrido
no final da última semana, abordou no primeiro dia a atenção básica,
financiamento, desafios epidemiológicos, incorporação tecnológica, saúde mental
e cuidados emergenciais. Outros temas também entraram em pauta como a
implantação da Secretaria de Saúde Indígena e o grande esforço do Governo
Federal em garantir acesso gratuito de medicamentos à população.
“Essa é uma grande
oportunidade para que outros países conheçam e percebam o grande empenho
brasileiro em construir um sistema universal de saúde de qualidade. A presença
da OMS nesse papel é fundamental por ser uma entidade internacional de extrema
importância”, afirma Helvécio Magalhães.
“O interesse de
outros países em construir um sistema universal de saúde de qualidade vem
crescendo e o SUS, apesar de ainda ter muito que melhorar, é uma referência
mundial em atenção à saúde pública”, acrescenta Jarbas Barbosa.
Evento contou com a
participação do chefe do Departamento de Relações Internacionais do Ministério
da Saúde, embaixador Eduardo Barbosa, que abordou o tema Cooperação
Internacional em Saúde. (Com inform. do Min. Saúde)

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