sexta-feira, 9 de março de 2012

POUCAS & BOAS – COLUNA DO CORREIO DA SEMANA - 10.03.12)


De pior a pior
Mais de uma vez aqui citei que é de fazer vergonha a indumentária e o material de trabalho de alguns servidores da Zoonoses de Sobral: bolsa surrada e rasgada, com logotipo da Prefeitura de Sobral manchado e quase apagado, botas com solado descolado e a ausência de crachá de identificação. Mas piorou: já se vê até funcionário praticando o kneippismo (usando “kneipp” - leia-se: quinaipe). E com bolsa trocada... mas por uma menos rasgada. E é porque ouvi do próprio Secretário de Saúde, Dr. Carlos Hilton, que o problema seria solucionado em breve. Nesse caso, parece que nem o fato de também ocorrer em ano político dão jeito.

Kneippismo

Sistema terapêutico criado por Sebastian Kneipp (1821-1897 - foto), religioso alemão, que preconiza certas formas de hidroterapia, dentre as quais, pisar na água com pés descalços. O propósito era manter os pés sempre refrescados e recebendo ventilação para evitar problema de saúde. Estimulado pelo Padre Sebastian Kneipp, o método certamente inspirou algum sapateiro a criar esse tipo de calçado. É popularmente chamado aportuguesadamente de “quinaipo” ou “quinaipe”.

Andar com fé
Ainda hoje, aqui e acolá, apelidam-no de “calçado de padre”, como ocorreu ao amigo da Zoonoses. O motivo é que costumeiramente muitos desses religiosos o usavam e alguns ainda usam. Padre usar, tudo bem. Agora, quem anda por tudo o que é de terreno infectado, como o pessoal da Zoonose, só muita fé. E sorte também.

Assim é demais!
Perambula pelas redes sociais uma nota da ONG baiana Cenpah/Pastoral Afro que rotula de discriminatório o cartaz da Campanha da Fraternidade da CNBB, no qual aparece um médico branco e um paciente negro. A Organização estimula a imaginação de muita gente que já questiona, por exemplo, “Por que o médico não pode ser o negro?” ou “Por que o negro tem de fazer o papel de coitado?” Imagino eu: Se os criadores do cartaz tivessem invertido os papéis provavelmente a pergunta seria: “Por que o negro tem de estar sempre a serviço do branco?” Para mim isso é “autodiscriminação”.

Pé no freio
É a minha sugestão a algumas feministas isoladas e aos movimentos feministas. É sagrado o direito de lutar sempre por seus direitos. E de jamais aceitar discriminação dos homens. Mas cuidado: A empolgação desenfreada para conquistar direitos pode gerar a discriminação aos homens. Já se constata isso.

Terceirização
Na sexta-feira, 2, a prefeitura de Sobral fez festa para entregar fardamento e EPI (equipamento de proteção individual) aos garis. A Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SPLAM) comandou tudo. Mas a tarefa não seria na firma empregadora, já que o serviço terceirizado? Ou será que ela terceirizou a entrega do material ao Paço. Enfim, é ano de eleições!

Atualíssima
Neste domingo (11), completam-se exatos 40 anos da morte de Zé Dantas (José de Sousa Dantas Filho), aos 41 anos, no Rio de Janeiro. Nascido em Carnaíba (PE), em 17.02.1921, foi médico, compositor e parceiro de Luiz Gonzaga com o qual fez belíssimas canções. Uma delas é Vozes da Seca: (Mas doutô uma esmola a um homem qui é são/Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão). Observe se não tem tudo a ver com o que o Bolsa-Família está fazendo com muitos brasileiros.
Zé Dantas e Luiz Gonzaga

Solução
No final da música vem a receita para resolver o problema: “Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage/Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage/Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage/Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage. A doutora Dilma só não resolve se não quiser.

Efeito bumerangue
Em vez de receber agradecimentos pela barulhenta saudação às sobralenses, os patrocinadores do foguetório da madrugada do Dia Internacional da Mulher ((08/03) experimentaram a ira das homenageadas. E também das crianças, dos idosos e dos animais, que viveram momentos de pânico e apreensão, haja vista muitos já viverem assustados com tantos tiroteios na cidade.

Kennedy falou
No dia 15 de março de 1962, num discurso, o presidente-norte americano John F. Kennedy (1917-1963) ressaltou enfaticamente que todo consumidor tem direito à segurança, à informação, à escolha, bem como tem o direito de ser ouvido. Suas palavras provocaram debates e estudos no mundo, fazendo, assim, surgir o Dia Mundial do Consumidor, que foi comemorado pela primeira vez em 15 de março de 1983. No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), criado através da Lei nº 8.078, de 11.09.1990, entrou em vigor em 11 de março de 1991.  Quinta-feira, 15, transcorrerá mais um Dia Mundial do Consumidor. E muitos desmandos continuam acontecendo em plena luz do dia, como o caso da gasolina em Sobral. Insisto: No Brasil, a exemplo da Constituição, o CDC também é muito COMPRIDO. Integralmente CUMPRIDO, que é bom, nem no papel.

Pérolas do Rádio
O radialista ordenou o sonoplasta colocar algo condizente com seu comentário. Falava das intrigas políticas que se acirravam na cidade. Volta e meia soltava a palavra rincha. Era rincha pra cá, era rincha pra lá. Até que o colega soltou um sonoro relinchar de um jumento. Só depois perceberam que a gozação se voltara contra eles próprios. Foi quando um ouvinte ligou e explicou a diferença. RINCHA é do verbo rinchar (relinchar, do animal). RIXA significa briga, discórdia.

Domingo na Educadora (www.educadora950.com)
Até amanhã (10h), no Programa Artemísio da Costa na Educadora AM 950. Notícias, reportagens, curiosidades, música de qualidade e entrevista.  Participe: 3611-1550 //3611-2496.

LEIA, CRITIQUE E SUGIRA:
www.artemisiodacosta.blogspot.com



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