A campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha –
A Lei é mais forte” terá lançamento regional no Nordeste nesta segunda-feira
(12) em Maceió (AL). O ato faz parte da estratégia nacional de
sensibilização de operadores e operadoras de direito para a aplicação da Lei
Maria da Penha. A campanha é promovida pelo governo federal, por meio da Secretaria
de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) e do
Ministério da Justiça, e o sistema de justiça. Ação visa elevar a celeridade de
julgamentos dos casos de violência contra a mulher.
Em Alagoas, o lançamento é organizado pelo Poder
Judiciário local, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública do Estado de
Alagoas, Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e
Governadoria do Estado. Também são instituições parceiras, o Colégio Permanente
dos Presidentes dos Tribunais de Justiça, Colégio Permanente de Procuradores
Gerais de Justiça, o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça e o
Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais.
A campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte” foi lançada em agosto, nos seis anos da Lei Maria da Penha. A mobilização visa à celeridade de julgamentos relacionados à violência contra a mulher. O Espírito Santo foi o primeiro estado a ter um lançamento regional da campanha, no final de agosto, por ocupar a primeira posição no assassinato de mulheres. Após Alagoas, a campanha terá lançamentos na região Norte, no estado do Pará em 19 de novembro; no Centro-Oeste, no estado do Mato Grosso do Sul em 7 de dezembro; e no Sul, no estado do Paraná em 14 de dezembro.
Lei Maria da Penha - Criada há seis anos, a Lei 11.340/2006 cria
mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, além
de promover a discriminação contra as mulheres, prevenir, punir agressores e
erradicar a violência.
A lei é chamada de Lei Maria da Penha em homenagem
a ativista que, em 1983, por duas vezes, sofreu tentativa de assassinato por
parte do então marido. Na primeira vez, por arma de fogo e, na segunda, por
eletrocussão e afogamento. As tentativas de homicídio resultaram em lesões
irreversíveis à sua saúde, como paraplegia e outras sequelas. Atualmente, ela
recebe aposentadoria por invalidez do INSS.
O Ministério da Saúde também anunciou que, para
incentivar a notificação e promover o desenvolvimento de ações de vigilância e
prevenção de violências, destinará, neste ano, R$ 31 milhões às secretarias
estaduais e municipais de saúde de todo o país. Os recursos irão consolidar o
levantamento de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação
(Sinan), ampliando as notificações por parte dos agentes de saúde.
Atualmente, o país conta com 552 serviços de
atendimento às mulheres em situação de violência sexual e doméstica, além de 65
serviços de abortamento legal. As ações de combate à violência, no Sistema
Único de Saúde (SUS), incluem também o treinamento dos profissionais em toda
rede pública, a ampliação dos serviços sentinelas de notificação e dos serviços
que prestam assistência às mulheres agredidas.(Fonte: Portal Brasil)

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