Agora
confirmei
É triste constatar-se que ainda é grande a rejeição a projetos que visam banir o Voto Secreto exercitado pelos parlamentares. Trata-se de uma prova incontestável de que a maioria dos eleitores brasileiros não entende que depois de votar em alguém se torna cúmplice em tudo o que seu representante fizer. Mesmo assim, pouco exige.
É triste constatar-se que ainda é grande a rejeição a projetos que visam banir o Voto Secreto exercitado pelos parlamentares. Trata-se de uma prova incontestável de que a maioria dos eleitores brasileiros não entende que depois de votar em alguém se torna cúmplice em tudo o que seu representante fizer. Mesmo assim, pouco exige.
Como ocorre nas outras Casas do País, esta semana a Câmara Municipal
local ratificou esse costume de manter em sigilo o voto de quem deveria levar a
público, e sem medo, tudo o que faz em nome da população.
Na segunda-feira (31) foi derrotado o Projeto de Emenda
que alterava a Lei Orgânica de Sobral para abolir a votação secreta nos casos
de perda de mandato de vereadores e de apreciação de Veto Prefeitural, da
autoria do vereador Itamar Ribeiro (PROS). Ele já era apoiado por 17 colegas,
mas dos 18 edis votantes onze foram contra, já que desejam a continuidade do
voto secreto. Ou seja, deixaram claro que não têm coragem de expressar em
público sua opinião nesse tipo de votação.
Veja
bem, se eu já desconfiava de que maior parte dos componentes da Câmara não
merecia representar os sobralenses, pelo menos os conterrâneos que têm algum
princípio de civilidade, agora não restam dúvidas, veio a confirmação. É claro
que isso não vai modificar o conceito que faço de tais representantes como
homens e mulheres, pais e mães de famílias, representantes de classes,
profissionais liberais ou que exerçam quaisquer outras atividades. Reforço:
refiro-me àquele (a) que está no exercício do mandato de vereador por nós
outorgado.
No meu entender, quando votamos passamos uma procuração “em branco”
para que determinada pessoa represente uma coletividade e não os seus
interesses. É lógico que o representado (eleitor) continua com todo o direito
de saber o que está sendo feito em seu nome. Trocando em miúdos: O voto do
representante (político) não mais é dele, mas de quem ele representa (eleitor).
Responda, agora: o que pensar de alguém que sendo nosso representante
tem vergonha ou medo de expressar publicamente um voto que não é dele, mas que,
na prática, é meu, seu e de qualquer outro eleitor?
Portanto, se não somos dignos de tomar conhecimento do que estamos
decidindo e como estamos decidindo, esse representante não é digno da nossa
confiança, não merece nos representar e não merece nosso voto. Caso concorde,
passe adiante!
Acelera!
Aproxima-se outubro, mês das eleições, e o País, aos
poucos, será imundado por uma torrente de inaugurações por toda parte. A
maioria dos prefeitos, governadores e o presidente da República usará a
potência máxima de suas máquinas para inaugurar obras e mais obras, estejam
como estiverem - concluídas ou não. Enquanto não chega a hora, muitos continuam
se saindo com essa do Roberto Carlos (A volta): “Estou guardando o que há bom
em mim/Para lhe dar quando você chegar...”.
Quem sucede
Mas essa pressa para inaugurar obras, motivada pela gula
por votos, deixará um saldo de muita coisa mal feita para a população (o que já
se comprova facilmente em Sobral). É um autêntico presente de grego para os
governantes sucessores. Assim sendo, muitos deixarão o poder cantarolando
aquela outra do Roberto: “E que tudo mais vá pro inferno...”.
Desserviço
É lamentável que ainda haja comunicadores que se atrevem a abrir seu microfone
para meliantes, com a justificativa de estar-se guindo pelo direto de defesa. E
aí, com linguajar nojento, qualquer fora-da-lei passa a divulgar seus delitos,
suas ameaças a desafetos e até a desafiar as autoridades. E sem medo e sem
reservas.
Vez e voz
Ainda bem que também há os que fazem imprensa com mais prudência e
inteligência. Não concordam com essa flagrante afronta a uma sociedade que já
vive sobressaltada com tanto crime e tanta impunidade. Esses, sim, compreendem perfeitamente o que
seja direito de defesa. Sabem que ele deve ser concedido a todos,
indistintamente. Através da justiça, é claro.
Posando e pousando
Mesmo
sabendo que todo tipo de bandido vem pousando por aqui, há tempo, nossos
policiais continuam posando sem nenhum receio para as câmeras dos repórteres.
Falta de inteligência ou ingenuidade? Quem alerta, amigo é.
Olha o passarinho!
Nas
capitais e grandes cidades policiais evitam, ao máximo, serem
fotografados/filmados. Objetivo: preservar suas imagens dos marginais e evitar
que por eles sejam mais facilmente reconhecidos, o que aguçaria a revolta dos
criminosos.
Olha o pombo sem
asa!
Desconhecendo
essa estratégia de segurança, policiais daqui chegam a fazer pose para as câmeras.
Alegram-se, até, de terem suas fotos alardeadas nos meios de comunicação
(jornais, TV, revistas, sites, blogs e redes sociais). E, pelo que se observa, sem ao menos
desconfiar de que algo de ruim lhe possa advir dessa atitude impensada.
Sem palavra
Quando um político muda de opinião, seus partidários, subservientes
e puxa-sacos justificam com a batida frase: a política é dinâmica. Quando a
mudança ocorre da parte de um adversário, trata-se de homem sem palavra. Sabe quem
é mesmo que deveria ficar sem palavra? O puxa-sacos. Deveria ficar calado. E
sempre.
De novo?!
Paciente
garante estar “secando as canelas” de tanto ir à Farmácia de Medicamentos
Especiais de Sobral. Há 2 meses busca
“sem sucesso” os medicamentos EVITA e GABABENTINA. “Só com telefone já gastei
quase o valor que gastaria nas famácias tradicionais. E temo acontecer o mesmo
que no ano passado, quando fiquei esperando oito meses pelo remédio”, diz a
paciente paciente.
Duvi-d-o-do
Como a senhora
M.E.C.F que precisa da gababetina, outros pacientes também reclamam a falta de
medicamentos, de uso contínuo, para doenças do coração, colesterol, diabetes,
pressão alta, etc. Duvi-d-o-do se faltar remédio na FME e nos PSF’s quando as
eleições estiverem bem mais próximas. Confira! E não se iluda “trocando” seu
voto por esse tipo de “benefício”. Atender a população a tempo é dever do
governo.
Pérolas do Rádio
Numa
infeliz inversão, disse um comentarista esportivo: “No vestuário, os atletas
trocaram rapidamente o vestiário”. Evitaria tamanha confusão se aprendesse que VESTUÁRIO é roupa, traje; VESTIÁRIO é o nome do local onde
se troca essa roupa ou esse traje.
Domingo na
Educadora (www.radioeducadora950.com.br)
Até amanhã, no Programa Artemísio da Costa na
Educadora AM 950. Notícias, reportagens, curiosidades, música de qualidade e
entrevistas. Participe: 3611-1550 // 3611-2496.
LEIA,
CRITIQUE E SUGIRA
www.artemisiodacostablogspot.com

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