“PARA CHEGAR LÁ NA HORA MARCADA PRECISAMOS CORRER
MUITO” OU “PARA CHEGARMOS LÁ NA HORA MARCADA PRECISAMOS CORRER MUITO”?
A segunda
opção é a correta: Para chegarmos lá na hora marcada precisamos correr muito.
Quando um infinitivo aparece no rosto da frase, regido de preposição, deve
concordar com o sujeito, e não permanecer invariável. Portanto: Para conseguirmos
ingresso, termos de apressar o passo. E não: Para conseguir ingresso, termos de
apressar o passo. A fim de trabalharem, vieram eles aqui. Para te alimentares,
podes comer do meu pão.
DADO QUE
Dado
que - muda de sentido e, pois, de categoria, conforme se empregue com
indicativo ou subjuntivo: “Dado que é inteligente (porque é...) será aproveitado.
Dado que (embora) seja inteligente, não será aproveitado. Também com subjuntivo,
pode ainda ser condicionada e o próprio sentido
no-lo mostra: Dado que chova (se chover), não irei lá.
TENHO PENA DE QUE ISSO
ACONTEÇA
Tanto
podemos construir: “Tenho pena de que isso aconteça” como “Tenho pena que isso
aconteça” (omitido a preposição de). O mesmo acontece com: “Tenho dúvidas de que
isso aconteça” ou “Tenho dúvidas que isso aconteça”.
IR DE ENCONTRO
Ir
de encontra a seus interesses é ir contra, e não a favor dos interesses, como
pensa o autor da frase. Ir ao encontro de seus interesses é que, no caso, devia
ter sido dito. Ir ao encontro é o ser favorável; ir de encontro é ser contra,
desfavorável.
“TRATA-SE DE LIVROS
IMPORTANTES” OU “TRATAM- SE DE LIVROS IMPORTANTES”?
Trata-se
de livros importantes, com o verbo na 3º pessoa do singular. O sujeito é
indeterminado e “de livros importantes” é objeto direto. É o mesmo caso de: Precisa-se
de operários.
TUDO O QUE / TUDO QUE.
Tudo
o que equivale a tudo aquilo que. Também, se pode dizer: Tudo que = tudo
quanto. Vejamos: Tudo o que dizes já sei; Tudo que dizes é mentira; Tudo quanto
fazes é correto.
NOVO HOMEM/ HOMEM NOVO
Anteposto,
novo quer dizer “outro”, como no exemplo: Não é o mesmo; é um novo homem. Posposto, significa moço, recente, etc.:
“Carlos é ainda um homem novo.
NUMERAIS
Com
referência a séculos, papas, reis etc. empregam-se os ordinais, que se podem
grafar com os cardinais arábicos ou romanos: Século V (Quinto ou 5º); Capítulo XV (Décimo quinto ou 15º). Mais
comum, contudo, é o emprego dos cardinais, além do décimo: Leão XV, Leão Dezesseis
ou Leão 16.
NINGUÉM /NINGUÉM NÃO
O
adjetivo a ele referente fica no neutro (aparentemente feminino): Ninguém aqui
é tolo. Pode, contudo, por silepse, concordar com o nome a que se refere:
Ninguém aqui é tola. “Ninguém não” hoje, desusada, a não ser em linguagem
comum: “Não vai ninguém” ou “Ninguém vai” (por: Ninguém não vai).


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