As regras estabelecidas pelo
governo, para proteger o emprego, estão publicadas hoje (22) no Diário Oficial da União. O texto traz uma
portaria do Ministério do Trabalho e Emprego e duas resoluções do Comitê do
Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que entram em vigor nesta quarta-feira.
Criado por medida provisória no
último dia 6, o PPE permite a redução temporária da jornada de trabalho, com
diminuição de até 30% do salário. Para isso, o governo arcará com 15% da redução
salarial, usando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A
complementação é limitada a R$ 900,84, valor que cobre 65% do maior benefício
do seguro-desemprego. O maior benefício do seguro-desemprego é R$ 1.385,91.
A Portaria 1.013 trata da compensação
pecuniária do programa. Segundo o texto, a parcela custeada pelo FAT será paga
pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por intermédio da Caixa Econômica
Federal. A norma traz também, entre outros dados, a lista de informações que
devem ser enviadas mensalmente pelo empregador ao ministério a respeito dos
funcionários que receberão os pagamentos.
A Resolução 2 estabelece regras e
procedimentos para adesão e o funcionamento do programa, anunciados nesta
terça-feira (21) pelo ministério. Para participar, a empresa deve comprovar,
por exemplo, dificuldade econômico-financeira, demonstrar regularidade fiscal,
previdenciária e conformidade com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS). A resolução trata também do Indicador Líquido de Empregos (ILE) que
deve ser igual ou inferior a 1%.
Outra regra estabelecida é a
celebração de Acordo Coletivo de Trabalho Específico (ACTE) com sindicatos de
trabalhadores. Entre as informações fornecidas pela resolução está a de que as
solicitações de adesão serão recebidas e analisadas pela Secretaria Executiva
do Comitê do PPE. As empresas que entrarem para o programa ficam proibidas de
demitir funcionário com a jornada reduzida, sem justa causa, durante o período
de duração do programa e, após o término, por um período de até um terço do
período de adesão.
Segundo o governo, o programa vai
gerar economia de recursos que seriam gastos caso os empregados fossem
demitidos. O governo trabalha com uma referência inicial de R$ 100 milhões a
serem usados no programa, provenientes do FAT, mas os recursos serão adequados
à medida que houver adesão ao programa. (Ag. Brasil)
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