O Instituto Nacional de Câncer
José Alencar Gomes da Silva (Inca) lançou hoje (18) portal dedicado
exclusivamente ao registro de doadores voluntários de medula óssea, programa de
governo denominado Redome.
De acordo com o coordenador do
Redome, Luis Fernando Bouzas, o portal tira dúvidas dos doadores, profissionais
e pacientes. O ponto mais importante do portal é a ferramenta que possibilita
ao doador voluntário de medula óssea atualizar seu cadastro..
Segundo Bouzas, doadores que
registraram dados no cadastro por muitos anos devem atualizar informações como
endereço, e-mail e telefones. Acrescentou que esse
cuidado é importante para que o Redome possa localizar rapidamente a pessoa,
quando ela for selecionada para realizar a doação. Bouzas explicou que,
futuramente, o portal ganhará versões em inglês e espanhol.
O lançamento do portal ocorre na
véspera do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, criado pela Associação
Mundial de Doadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association – WMDA),
entidade que reúne os registros de doadores de 52 países.
Bouzas explicou que a meta dos
países que hoje fazem parte da WMDA é chegar aos 30 milhões de doadores cadastrados
em quatro anos. “Esse é um dado importante, pois aumenta, e muito, a
possibilidade de se encontrar um doador compatível para um paciente que precisa
se tratar com o transplante de medula óssea”.
Hoje, o Redome é a terceira maior
entidade de registro do mundo, com mais de 3,8 milhões de pessoas. Até julho
deste ano, foram feitos 159 transplantes por meio do Redome. Em uma década, o
Brasil dobrou o número de transplantes, passando de 12.722 cirurgias, em 2003,
para 23.227, em 2014, incluindo os transplantes autólogos e singênicos. No
transporte autólogo, as células-tronco são obtidas do próprio paciente – o mais
comum e simples – e, no singênico, as células são de gêmeos idênticos.
(Ag.Brasil)

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