O ex-executivo da Odebrecht
Carlos Fadigas afirmou no depoimento de delação
premiada que a construtora pagou propina, em troca da aprovação
de uma medida provisória, para os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Eunício
Oliveira (PMDB-CE), e para os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Lúcio Vieira
Lima (PMDB-BA).
A assessoria de Maia disse
que, segundo o deputado e presidente da Câmara, "são falsas as citações
dos delatores" (veja íntegra abaixo). O G1tentou contato com
a assessoria de Eunício, que é presidente do Senado, mas não conseguiu resposta
até a última atualização desta reportagem. Também não conseguiu falar com a
assessoria de Jucá. A assessoria do PMDB da Bahia, que trabalha para Vieira Lima,
disse que está procurando o deputado para comentar as denúncias.
A MP a que se refere Borba é
de 2013 e tratou de incentivos tributários a produtores de etanol e à indústria
química. "E aí agora, portanto,
com a medida provisória dentro do Congresso Nacional para ser aprovada, depois
da edição dela, houve uma mobilização pela aprovação dessa medida provisória.
Ela atendia ao interesse de mais de uma empresa do grupo, motivo pelo qual o
Marcelo Odebrecht [herdeiro da companhia], o Cláudio Melo se envolveram, além
de vários outros executivos que se envolveram de formas diferentes",
afirmou Fadigas.
Ele disse que, após a
aprovação do texto, foi procurado pelo colega Cláudio Melo para tratar sobre o
pagamento aos políticos que, após contato da empresa, atuaram em favor da MP.
"Na sequência disso, o
Cláudio procurou a mim e ao Marcelo e relatou necessidade de liberação de
recurso de 6 milhões de reais para parlamentares que tinham atuado na aprovação
dessa medida provisória", completou o delator.
Ele disse que não se lembra
de todos os políticos que receberam os valores. Aos investigadores, citou que
tinha certeza dos nomes de Jucá, Maia, Eunício e Vieira Lima. Fadigas afirmou
ainda que sabia apenas do valor recebido por Maia. Segundo ele, foi de R$ 100
mil.
Veja a íntegra da resposta de
Redrigo Maia:
"Todas as doações que
recebi foram solicitadas dentro da legislação, contabilizadas e declaradas à
Justiça, em cumprimento à lei eleitoral. O processo vai comprovar que são
falsas as citações dos delatores. Eu confio na Justiça, no Ministério Público e
na Polícia Federal, e estou seguro que os fatos serão esclarecidos, e os
inquéritos, arquivados." (G1)
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