O Ministério da Saúde anunciou
nesta quarta-feira, 13, que todas as vagas do edital do Mais Médicos, aberto
após a saída dos médicos cubanos do programa, foram preenchidas por
profissionais brasileiros. Ao todo, foram 8.517 vagas. Segundo a pasta,
chamadas para médicos estrangeiros não devem ser realizadas.
Brasileiros formados no
exterior ocuparam as últimas 1.397 vagas para atuar em 667 localidades que
estavam disponíveis. Eles teriam até as 18h desta quinta-feira, 14, para optar
pelas cidades onde atuariam. Mas, segundo o ministério, os profissionais
preencheram as vagas antes das 9h desta quarta. Havia 3.828 candidatos aptos a
escolher localidades para trabalhar.
Pelo cronograma da pasta, a
divulgação da lista com os profissionais e as cidades onde eles vão atuar será
divulgada no dia 19 deste mês. "Todos os profissionais alocados nesta
etapa, que não tiverem o Registro do Ministério da Saúde (RMS), realizarão um
módulo de acolhimento, onde terão aulas e passarão por avaliação da coordenação
nacional do programa", informou o ministério.
Saída de cubanos - Em novembro do ano passado,
Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 8 mil médicos cubanos
que trabalhavam no Brasil depois que o presidente Jair Bolsonaro questionou a
preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à
revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a
contratação individual".
"Não é aceitável que se
questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores
cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67
países", declarou, na época, o governo de Cuba.
No mesmo mês, o Ministério da
Saúde anunciou a abertura de um edital para ocupar as vagas deixadas pelos
profissionais cubanos. As inscrições para o programa foram prorrogadas pelo
ministério até o preenchimento das vagas. (Jornal do Brasil)
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