O leitor Arnaldo quer saber o que significa esse nome tão
esquisito. Caro Arnaldo, você já deveria ter desconfiado de que se trata de
nome alemão. É a forma completa da nossa simples “Kombi”, antigo carrinho de
transporte. Em alemão, significa: veículo combinado para carga e passageiros.
Pagamento
em médio e longo “prazo”?
Não. Quando o substantivo se refere a dois ou mais adjetivos, deve
estar no plural. Assim: As administrações direta e indireta; As imprensas
falada, escrita e televisionada; As polícias civil e militar; Os setores
público e privado. Portanto, faça qualquer pagamento em médio e longo prazos. O
importante é fazê-lo.
Ante
ao exposto, devemos reconhecer que certos professores...
Diga-se: Ante o exposto, devemos reconhecer que o senhor só diz
bobagens. Use sempre: Ante o (nunca ante ao). Muitos advogados (os
despreparados, evidentemente) escrevem: Ante ao exposto, peço a Vossa
Excelência a absolvição do réu; Ante ao sucedido, só resta condenar o réu.
Condenável!
A
história que vou reproduzi-la
O correto será: A história que vou reproduzir. Frases desse jaez
são encontradas frequentemente; nada, entretanto, mais desgracioso, pois essa
construção forma um pleonasmo detestável. O verbo reproduzir já tem, por objeto
direto, o pronome “que”, tornando-se, assim, inteiramente desnecessária a
repetição do mesmo objeto representado no pronome “lá”, posposto ao verbo. É
como se disséssemos: A história que vou repetir ela.
Ele
foi perdoado...
O correto será: Foi-lhe perdoada a falta. O verbo perdoar é
simplesmente transitivo direto e indireto: o objeto direto deverá ser nome de
coisa e o indireto, nome de pessoa. Com efeito, perdoa-se o quê? A culpa,
objeto direto. Perdoa-se a quem? A alguém, objeto indireto. Não se diga, pois:
O pai perdoou o filho a falta cometida. Mas: O pai perdoou ao filho a falta
cometida.
Fazem
dois meses que ele chegou
Diga-se, corretamente: Faz dois meses que ele chegou. Nas
expressões designativas de tempo, o verbo “fazer” se comportará como o verbo
impessoal “haver”, pois, sendo o sujeito indeterminado, o verbo não se flexiona.
O
livro que eu falei dele
O correto será: O livro de que eu falei. Sendo pronome “que”
complemento do verbo, escusado se torna o emprego do pronome “ele”. Desse modo,
basta antepor, ao pronome “que”, a preposição “de”, uma vez que se está falando
de alguma coisa.
Eis o
livro que eu mais gosto
A construção para ser correta deverá ser: Eis o livro de que mais
gosto. Quem gosta, gosta de alguém ou de alguma coisa. Não se gosta alguém.
Daí, a necessidade da preposição “de” vir sempre posposta ao verbo gostar,
quando este tiver complemento.
Estão, portanto, erradas as seguintes construções: A valsa que eu
mais gosto; O passeio que eu mais gosto. Diga-se, então, corretamente: A valsa
de que eu mais gosto; O passeio de que eu mais gosto.
(*) Graduado em Letras Plenas, com Especialização
em Língua Portuguesa e Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acaraú
(UVA). É, também, funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de
Sobral (CE). Contatos: (88) 99762-2542 e
(88) 98141-2183.


Nenhum comentário:
Postar um comentário