Após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) das vacinas da Fiocruz e do Instituto Butantan contra a covid-19 para uso emergencial em todo o território brasileiro, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) lançou, hoje (21), um programa para a capacitação de 94 mil profissionais de saúde que atuam diretamente nas ações de imunização nos municípios.
Batizado de ImunizaSUS, o programa é realizado em parceria com o Ministério da Saúde. Pela proposta, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) serão adaptadas para funcionar como salas de aula para a capacitação dos profissionais na modalidade de Ensino à Distância (EaD). A previsão é que tanto as inscrições como o início das formações já ocorram a partir do início de fevereiro.
“A capacitação tem
carga total de 180 horas e será ofertada no modelo de Ensino à Distância (EAD)
com tutoria a partir de teleaulas transmitidas por satélite no Canal de
Televisão Mais Conasems em horários pré-definidos nas UBS do país”, informou o
Conasems.
Durante a
cerimônia de lançamento do programa, o presidente do Conasems, Willames
Ferreira, disse que a capacitação visa garantir a segurança tanto dos
vacinadores quanto de quem vai se vacinar em uma das 47 mil UBS do país.
Ferreira lembrou
que, além da formação a respeito da imunização contra a covid-19, as formações
também abrangerão os outros 18 tipos de vacinas constantes no Programa Nacional
de Imunização (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS).
“São 18 tipos de
vacinas diferentes nas salas de vacinação, que também fazem diversas campanhas
de vacinação sempre que somos provocados e instigados pelo sistema. Essas
pessoas precisam de formação continuada a distancia”, disse. “Não vamos tirar
ninguém do seu local de trabalho. As pessoas terão o processo formativo no seu
local de trabalho e nada mais importante do que fazermos isso neste momento”,
acrescentou.
O presidente do
Conasems ressaltou a necessidade de, mesmo com a vacinação, se manter os
protocolos de segurança sanitária e o distanciamento social. “Esses cuidados
são necessários e devem ser seguidos diariamente. A vacina vai nos trazer uma
tranquilidade grande para que possamos voltar à nossa normalidade em um curto
espaço de tempo”, disse.
O programa também
prevê a realização de pesquisa sobre a queda das taxas de cobertura vacinal nos
últimos anos no país.
De acordo com o
secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass),
Jurandir Frutuoso, o programa parte da necessidade que o país tem de preparar
as pessoas em um momento para atuar no combate à covid-19 e também fortalecer o
Programa Nacional de Imunização.
“Essa
responsabilidade que o SUS demonstra aqui é o que ele faz há 31 anos”, disse.
“Embora não tendo as condições ideais para atuar ele [o SUS] é capaz de dar a
resposta que dá, na dimensão e qualidade que dá porque há compromisso dos seus
trabalhadores”, acrescentou.
As aulas também
ficarão disponíveis em um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) com conteúdo
didático estruturado na linguagem web no formato de streaming para
que o profissional tenha sempre à disposição os conteúdos da capacitação.
Para o ministro da
Saúde, Eduardo Pazuello, a capacitação por meio do canal do Conasems, ao lado
de outras iniciativas, como a interligação das UBS por meio da internet e a
formação de agentes de saúde, vão dar mais capilaridade no combate à pandemia
do novo coronavírus (covid-19).
“Há uns seis
meses, o Conasems me trouxe a ideia de investirmos juntos na criação do canal
Conasems/SUS. Ele [o canal] permite dar amplitude e capilaridade nas nossas
ações”, disse. “Isso tudo junto é uma grande virada e isso é paralelo à
vacina”, disse o ministro,![]()
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Novas doses
O ministro
Pazuello disse que o país está no processo de recebimento de novas doses de
vacinas contra a covid-19, tanto do laboratório AstraZeneca, responsável pelo
desenvolvimento da vacina de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz,
quanto da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butatan, em parceria com o
laboratório Sinovac.
O ministro disse
ainda que outros laboratórios também devem apresentar propostas para a
utilização de imunizantes contra a covid-19 no país. Segundo o ministro, haverá
uma avalanche de propostas, mas não citou quantas e quais, especificamente.
“Em janeiro, que é
agora, e no começo de fevereiro, vai ser uma avalanche de laboratórios
apresentando propostas, porque são 270 iniciativas no mundo produzindo vacinas,
e a gente tem que estar com muita atenção e muito cuidado para colocar todas
elas disponíveis o mais rápido possível, dentro da segurança, da eficácia e da
nossa capacidade de colocar no local certo e na hora certa”, disse. (Ag. Brasil)

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