Pressionado a resolver a falta de insumos para dar continuidade à vacinação no Brasil, o
governo federal pediu a líderes governistas no Congresso para
buscar medidas que evitem o eventual hiato de 30 a 40 dias sem
vacina, no Brasil.
Esta é a conta desenhada e temida nos bastidores do
governo: se o Executivo não resolver o envio de insumos da
China para a produção da Coronavac, além dos entraves
para receber a Astrazeneca, da Índia, a vacinação no Brasil pode
ficar suspensa por um período de cerca de um mês, segundo assessores
presidenciais.
Ainda não há previsão de quando o Brasil deverá
receber os insumos vindos da China e as vacinas fabricadas na Índia
Brasil não tem nenhuma previsão de quando deve
receber o lote da vacina de Oxford que vem da Índia
O atraso, se confirmado, será
desastroso e vai ampliar o desgaste da imagem do governo junto
à opinião pública no tema combate à Covid-19.
Ciente do diagnóstico, o Planalto virou monotemático nos últimos dias: busca
saídas jurídicas para ampliar a compra de vacinas, por meio de medidas
provisórias, além de discutir com outros fornecedores a oferta de vacinas.
Diferentes fontes ouvidas pelo blog confirmam as estratégias - mas não sabem detalhar
o que seriam essas medidas provisórias, tampouco quais fornecedores estão na
mira do governo federal.
O governo também está em contato com China e Índia.
Governadores de diferentes partidos e estados pressionam o presidente Bolsonaro a assumir pessoalmente a
negociação com a China, para garantir os insumos.
Em São Paulo, João Doria cobra resposta do Ministério da Saúde para o fim desta
semana. Ao blog, ele disse nesta manhã que “irá à China se
necessário”.
O presidente da frente parlamentar Brasil-China,
deputado federal Fausto Pinato, disse ao blog que a conta
pode “passar” do atraso de 30 dias se o Brasil não mudar sua postura com a
China. “Vamos para o final da fila, pode demorar isso mesmo ou passar”.
Ele diz que está em contato diariamente com
integrantes do governo na China. “A embaixada não fala muitas vezes o que
pensa. São pragmáticos. Não vão nos retaliar. Mas, se não houver acenos,
mudanças, vamos para o final da fila. Precisa mudar o corpo diplomático, por
exemplo.”
O deputado defende que o presidente Bolsonaro
telefone para o presidente chinês. Segundo Pinato, ele tem informações de que
há uma irritação com a postura do Brasil com a China.
No governo de São Paulo, nos bastidores, a conta de
João Doria e aliados também é essa: sem insumos, a vacinação pode atrasar “até
mais” do que 30 dias. (G1/ blog da andréia sadi)

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