Depois de registrar lucro recorde de R$ 469,6 bilhões em 2020, o Banco
Central (BC) lucrou R$ 85,9 bilhões em 2021. O Conselho Monetário Nacional
(CMN) aprovou nessa quinta (17) o balanço do órgão no ano passado.
Do lucro total de R$ 85,9 bilhões, R$ 14,2 bilhões referem-se a
operações cambiais, como swap (venda de
dólares no mercado futuro) e ganhos com as reservas internacionais. Os R$ 71,7
bilhões restantes correspondem ao lucro operacional (ganhos com o exercício da
atividade) e serão repassados ao Tesouro Nacional até 7 de março.
Por causa da nova legislação que regulamenta a relação entre o Banco
Central e o Tesouro, a destinação dos lucros da autoridade monetária mudou. Os
lucros cambiais vão para uma reserva interna do BC que aumentará o patrimônio
líquido do banco e será usada para abater prejuízos futuros com as operações
cambiais, caso o dólar caia no futuro.
Os lucros não cambiais são destinados ao Tesouro. Até o primeiro
semestre de 2019, todo o lucro (cambial e não cambial) do Banco Central era
repassado ao Tesouro.
Em nota, o BC informou que, em 2021, adotou novas operações “alinhadas
às modernas práticas internacionais”. Entre elas, estão os depósitos
remunerados a prazo, que totalizavam R$ 7 bilhões em 31 de dezembro. Por meio
desses depósitos, as instituições financeiras deixam dinheiro voluntariamente
no Banco Central em troca de uma remuneração, em vez de apenas deixarem
depósitos compulsórios (obrigatórios) na conta da autoridade monetária.
As Linhas Financeiras de Liquidez (LFL) somavam R$ 1 bilhão no fim do
ano passado na modalidade a termo. Esses empréstimos são garantidos por ativos
financeiros e atendem às necessidades de liquidez das instituições financeiras.
Essas linhas envolvem tanto operações de liquidez imediata (com prazo de até
cinco dias úteis) quanto de liquidez a termo (com prazo de até 359 dias
corridos). (JB/Ag. Brasil)
Nenhum comentário:
Postar um comentário