O g1 reuniu uma série de indicadores da Covid-19 que
indicam queda ou incremento na circulação do vírus no Ceará. Os números
comparam as três últimas quartas-feiras (9 e 2 de fevereiro, e 26 de janeiro).
Foram condensados dados do IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do estado (Sesa)
e do Consórcio dos Veículos de Imprensa. Veja abaixo:
Em janeiro, o Ceará ultrapassou a marca de 1 milhão de casos
confirmados da doença, no auge das infecções pela variante ômicron, que é a variante do vírus
mais contagiosa já identificada e provoca casos graves e mortes principalmente
em não vacinados. Ao todo, o estado já soma 1.195.043 confirmações da virose.
A média móvel de óbitos provocados pelo vírus no Ceará subiu 12% em
uma semana, indo de 41 falecimentos, em 2 de fevereiro, para 46, no dia
9. Contudo, há uma redução na velocidade de crescimento desse indicador, uma
vez que na semana anterior, entre 26 de janeiro e 2 de fevereiro, o crescimento
foi de 105%.
Os casos graves, que podem evoluir para óbitos, ocorreram principalmente
com pessoas não vacinadas, conforme o governo do estado, especialmente em
pessoas que tinham algum fator de risco, como a idade acima de 60 anos ou
comorbidades.
Um estudo da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), no
interior de São Paulo, constatou que a vacinação contra a Covid-19 reduziu o risco
de internação e mortes pela doença mesmo em pacientes que tinham
várias comorbidades, como problemas de coração e diabetes.
Segundo a análise dos pesquisadores, entre os vacinados, apenas a
idade acima de 60 anos e a doença renal permaneceram como fatores de risco.
Já problemas de saúde como os de coração, fígado, neurológicos, diabetes ou comprometimento imunológico foram relacionados a um risco maior de internação pela Covid apenas para os não vacinados.
Internações e solicitações
Os casos mais graves de Covid-19, que reverberam em necessidade de acompanhamento de pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI), continuam em crescimento. Em duas semanas, segundo dados do IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Cerá (Sesa), houve aumento de 24,7%. Em números totais, no dia 26 de janeiro, 214 pessoas estavam em UTIs; nesta quarta, o índice chegou a 267.
Já nas enfermarias e na quantidade de novas solicitações de leitos
diárias vem se observando queda. Pacientes que requeriam cuidados em
enfermarias, por exemplo, saíram de 599, no fim de janeiro, para 429, no dia 9
de fevereiro. Redução de 28% em duas semanas.
Houve decréscimo também na quantidade de solicitações de leitos públicos
em enfermarias e UTIs nos últimos 14 dias. Outro indicador que indica queda na
circulação viral, conforme a Secretaria da Saúde, é o número atendimentos
diários por síndromes gripais nas UPAs de Fortaleza. Se comparadas as últimas três
quartas-feiras, houve decréscimo de 65%. Veja o gráfico:
Nenhum comentário:
Postar um comentário