A decisão do
ministro foi proferida após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sancionado a abertura de crédito
especial de R$ 7,3 bilhões para o pagamento do piso. A medida
foi publicada na sexta-feira (12), Dia Internacional da Enfermagem.
O novo piso para
enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
é de R$ 4.750, conforme definido pela Lei nº 14.434. Técnicos de enfermagem
recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e
parteiras, 50% (R$ 2.375). O piso vale para trabalhadores dos setores público e
privado.
Em setembro do ano
passado, Barroso suspendeu o piso salarial
nacional da enfermagem e deu prazo de 60 dias para entes
públicos e privados da área da saúde esclarecerem o impacto
financeiro. Segundo os estados, o impacto nas contas locais é de R$ 10,5
bilhões e não há recursos para suplementar o pagamento.
Na nova decisão, o
ministro disse que os recursos repassados não serão suficientes para que os
estados garantam o pagamento do piso para profissionais que trabalham no
Sistema Único de Saúde (SUS).
"Assim em
relação aos estados, Distrito Federal e municípios, bem como às entidades
privadas que atendam, no mínimo, 60% de seus pacientes pelo SUS, a
obrigatoriedade de implementação do piso nacional só existe no limite dos
recursos recebidos por meio da assistência financeira prestada pela União para
essa finalidade", decidiu.
No caso de
profissionais da rede hospitalar privada, Barroso entendeu que, diante do risco
de demissões, o piso também deve ser pago aos profissionais, mas, poderá
negociado coletivamente entre empresas e sindicatos da categoria.
"Ao permitir
tão somente que o valor previsto pelo legislador nacional possa ser suplantado
por previsão em sentido diverso eventualmente constante de norma coletiva, implementa-se
a lei em favor da integralidade da categoria e, ao mesmo tempo, evitam-se os
riscos de demissões e fechamento de leitos", escreveu o ministro.
Para os
profissionais que trabalham para o governo federal, o piso deverá ser pago
integralmente, conforme lei de criação da medida.
Dados do Conselho
Federal de Enfermagem contabilizam mais de 2,8 milhões de profissionais no
país, incluindo 693,4 mil enfermeiros, 450 mil auxiliares de enfermagem e 1,66
milhão de técnicos de enfermagem, além de cerca de 60 mil parteiras. (Ag.
Brasil)

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