O objetivo da CPI é investigar a atuação
especialmente das milícias e dos grupos de tráfico de drogas. O relator
Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou um plano de trabalho que pretende ouvir
especialistas e pessoas ligadas à segurança pública no Brasil, além de
governadores. Um dos nomes esperados é o do governador do Rio de Janeiro,
Cláudio Castro (PL). Ele foi responsável pela operação policial mais letal da
história do Brasil no ano passado.
Além dele, a comissão presidida pelo
senador Fabiano Contarato (PT-ES) pretende ouvir os governadores de Amapá,
Bahia, Ceará, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e São Paulo.
A CPI já ouviu o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o
ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.
A comissão durará 120 dias e vai centrar
os esforços em nove eixos de apuração:
- ocupação
territorial (tráfico, milícias e crimes ambientais);
- lavagem
de dinheiro (fintechs, criptomoedas e atividades lícitas como combustível,
bebidas e setor imobiliário);
- sistema
prisional;
- corrupção
ativa e passiva;
- rotas
usadas para o transporte de drogas e armas;
- crimes
cometidos (como tráfico, roubo, contrabando, sonegação, extorsão e
estelionato);
- necessidade
de integração entre as forças de segurança, especialmente na fronteira;
- experiências
bem-sucedidas de combate ao crime organizado;
- orçamento
para esse combate.
Acordo
Mercosul-UE
O acordo entre os blocos também será pauta no Congresso.
A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, grupo composto por
deputados e senadores, vai analisar na terça-feira (10), o documento assinado
em janeiro que flexibiliza o comércio entre os blocos.
O grupo é um órgão do Congresso voltado a
discutir questões ligadas ao bloco econômico sul-americano. Os 10 senadores e
os 27 deputados federais que integram o grupo votarão o relatório do deputado
Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Apesar de o governo defender o acordo,
movimentos afirmam que o modelo aprovado representa um retrocesso socioeconômico para o Brasil e
o Mercosul por tirar barreiras importantes para a entrada de produtos
industrializados, além de reproduzir uma lógica sem compromisso com o
desenvolvimento nacional.
Se o texto for aprovado, o acordo será
enviado a Câmara e ao Senado para análise em forma de projeto de decreto
legislativo.
(Brasil
de Fato)

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