O julgamento do mensalão no Supremo
Tribunal Federal (STF) será retomado hoje (23) com a conclusão do voto do
ministro-revisor, Ricardo Lewandowski (foto). O revisor vai analisar o caso do
deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que responde por lavagem de dinheiro,
corrupção passiva e peculato (desvio de dinheiro público).
Ontem (22),
Lewandowski votou pela condenação de Henrique Pizzolato, ex-diretor de
Marketing do Banco do Brasil, e dos proprietários da DNA Propaganda,
Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach.
Pelo cronograma, votarão nos próximos
dias os ministros Rosa Maria Weber, Luiz Fux, José Antônio Dias Toffoli, Cármen
Lúcia, Cezar Peluso, Gilmar Mendes,
Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto, o presidente da
Corte Suprema.
Por entender que não há nos autos prova
de prática de crime, o ministro revisor absolveu Luiz Gushiken, ex-ministro da
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. No começo do
julgamento, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a absolvição
de Gushiken e de Antonio Lamas, irmão de Jacinto Lamas, tesoureiro do extinto
Partido Liberal (PL).
Lewandowski considerou ontem (22)
Pizzolato culpado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de
dinheiro. A corrupção ativa foi caracterizada, segundo o revisor, no
recebimento de vantagem indevida para autorizar repasses antecipados de
recursos à DNA Propaganda, no curso do contrato da agência com o Banco do
Brasil.
Os crimes de peculato foram
configurados, segundo o revisor, no repasse de valores da Companhia Brasileira
de Meios de Pagamento (Visanet) em benefício da DNA e na omissão de
fiscalização do contrato, referente aos fatos que envolvem o repasse de “bônus
de volume” ao Banco do Brasil. O revisor votou também pela condenação de
Pizzolato por lavagem de dinheiro, por meio da qual teria ocultado a origem e o
beneficiário dos valores recebidos em troca do favorecimento da DNA.
Lewandowski também votou pela
condenação dos sócios da agência por corrupção ativa e peculato. O ministro
revisor disse que em outro momento do julgamento vai examinar a acusação de
lavagem de dinheiro relativa a Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon
Hollerbach. (Ag. Brasil)
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