CIVISMO SEM
ALIENAÇÃO: VIVA O BRASIL!
Na segunda-feira
(23), às 17h, no Mané Garrincha, em Brasília (DF), a Seleção Brasileira
decidirá contra Camarões se continua ou não disputando a Copa do Mundo. E
teremos mais uma oportunidade de ouvir e de nos emocionar com nosso Hino
Nacional, cantado por milhares de vozes no estádio ou poderemos engrossar esse
coro unindo-nos a outros milhões de vozes. Outros brasileiros também entoarão o
Hino diante de uma televisão, de um radinho, de um computador ou de um
telefone, fora do campo e no restante do mundo.
Esse belíssimo gesto
de civismo é tão contagiante que, além de encorajar nossos atletas, também
empolga não apenas brasileiros: incita os estrangeiros a nos imitar quando cantam
seu símbolo sonoro. Diante disso, pergunto: por que não aproveitar mais
intensamente essa “injeção” para estimular os brasileiros a lutar contra os
sérios problemas sociais que os massacra?
Nosso Hino tem, sim, força capaz de ir além de estimular jogadores e
torcedores. Para tanto, faz-se necessário que o conheçamos, entendamos,
cantemos e o respeitemos mais.
Em 18 de setembro de
1822, através de Decreto Imperial, Dom Pedro I instituiu como símbolos dos
brasileiros a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas Nacionais e o Selo
Nacional, atualmente regulamentados pela Lei 5.700, de 01.09.1971. Assim nasceu
o dia dos Símbolos Nacionais (18 de setembro), que é desconhecido e não
comemorado em inúmeras localidades.
Em 21 de setembro de
1999, o presidente em exercício José Alencar sancionou a lei de autoria de
Lincoln Portela, deputado federal (PR/MG), que torna obrigatória a execução do
Hino Nacional, uma vez por semana, nas escolas públicas e particulares de
Ensino Fundamental. Sobrou para os professores, principalmente, a tarefa de se
empenhem em “traduzir” ou “explicar” em palavras atuais e inteligíveis a letra
do nosso Hino. Como se sabe, leis no Brasil podem ser compridas. Cumpridas, nem
sempre.
No âmbito do Ceará,
o Decreto Nº 27.155, de 31.09.2003, assinado pelo então governador Lúcio
Alcântara, também torna obrigatória
a execução do Hino do Estado,uma vez por
semana, nas escolas públicas da rede estadual. Só que a maioria de
professores e diretores nem sabem disso. Ou, se sabem, não estimulam a meninada
a cantar o Hino do Ceará, de autoria de Thomaz Lopes e Alberto Nepomuceno.
Igual
desrespeito ocorre quanto ao Hino Nacional e ao dos municípios. Por quê?
É muito fácil
descobrir os motivos: Não há quem oriente sobre a existência de tais leis; não
há quem exija o seu cumprimento delas e não há quem estimule de forma
consciente a este exercício cívico.
Lamentavelmente, o
único incentivo continua sendo a inserção do Hino Nacional antes do início dos
jogos da Seleção Brasileira, até pouco tempo o único evento que nos incentivava
a cantarolar a obra de Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da
Silva. Ultimamente, a maioria das Federações encampou essa idéia.
No meu entendimento,
patriotismo vai muito além de cantar hinos, marchar ou conhecer símbolos
cívicos. O interesse em fazer isso deve surgir de livre e espontânea vontade e
deve ser praticado de forma consciente e responsável. Estimulado, sim, e sem
obscurecer a realidade dos fatos. Agora, jamais essa atitude deve ser
transformada em “obrigação legal”.
Mas infelizmente
essa última estratégia tem sido a preferida da maioria dos governantes e
autoridades do ensino que tentam implantar patriotismo na população.
Sugiro que, de forma
civilizada e ordeira, essa equivocada forma de ensinar civismo seja combatida e
rejeitada. Pois, além de não surtir efeito, sua imposição só causa
insatisfação, revolta e a desobediência.
Que fique bem claro:
Conhecer melhor nossos símbolos (Bandeira, Armas, Selo e Hino), respeitá-los,
defendê-los e reverenciá-los é um excelente exercício de cidadania, que faz bem
a todos.
E INSISTO: Desde que seja praticado de
forma que não nos aliene da realidade que nos cerca. Desde que não nos prive de
nos indignar contra o que há de errado. E que esse exercício de cidadania seja
praticado de maneira que nos estimule a tudo fazer para promover as correções
necessárias. Viva o Brasil!
E VIVA MINHA
EMANUELA!
Ontem (20 de junho)
foi mais um dia de eu voltar no tempo e retornar mentalmente à cidade de
Pedreiras (MA). Lá, Deus entregou a mim e a Socorro nossa primeira filha, a
galeguinha Emanuela. Quatro anos depois veio Jéssica, que continua conosco e,
dois anos depois dessa, Deus resolveu ficar com Priscila a doze dias do seu
nascimento.
Atualmente, minha querida
aniversariante Emanuela, depois de passagem pelo Banco do Brasil atualmente
atua na agência do INSS/Sobral, onde é muito querida e respeitada pelos colegas
e clientes. E, associando-nos a eles, eu, Socorro, Jéssica, Alverne, Júlia (3
anos no último 02/06) e demais familiares desejamos muita paz, saúde,
felicidade e muito sucesso em sua vida pessoal e profissional. Tudo isso sob as
bênçãos de Deus e obedecendo unicamente à vontade d´Ele. Obrigado por tudo,
filha. Parabéns, Emanuela!
PÉROLAS DO RÁDIO
Ouvi numa emissora
local: “Todo dia cruzo com a professora que me deu a luz do saber que hoje
repasso a vocês, ouvintes” Que animal iluminado! ALERTA: Com certos
verbos (cruzar, por exemplo) e com certas verbas, todo cuidado é pouco.
Até amanhã, no Programa Artemísio da Costa na
Educadora AM 950. Notícias, reportagens, curiosidades, música de qualidade e
entrevistas. DESTAQUE: Vanderson Cunha de Araújo. Participe: 3611-1550 //
3611-2496 // Facebook: Artemísio da Costa.
LEIA, CRITIQUE E SUGIRA


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