JOAQUIM REGINO LOURINHO (FOGUINHO)
Por
conta da pele e, principalmente, do rosto muito avermelhados, Foguinho foi o
nome pelo qual ficou conhecido Joaquim Regino Lourinho, que nasceu em Santana
do Acaraú (CE), no dia 05 de setembro de 1910. Era filho de Izaura Cysne
Lourinho e José Afonso Regino Lourinho. Por conta das dificuldades da época, os
pais só conseguiram proporcionar ao filho o aprendizado suficiente para apenas
ler e escrever.
Em fevereiro
de 1935, em Santana do Acaraú (CE), casou-se com sua conterrânea Cyra
Cavalcante Lourinho, nascida em 27 de agosto de 1918, e filha de Ana Alice
Cavalcante e Raimundo Enéas Cavalcante. No mês seguinte, o casal mudou-se para
Sobral, onde Foguinho começou a trabalhar como chofer de praça (hoje taxista).
Durante quarenta anos fez ponto no Posto 7, que ficava em frente à Igreja do
Rosário, no centro de Sobral.
Muito
trabalhador, de fina educação e honestidade ímpar, Foguinho transitava com
muita facilidade em todas as classes social. Com a mesma simplicidade e
respeito mantinha relações de amizade com integrantes de todos os níveis
sociais. Assim como era amigo dos carreteiros (estivadores), também o era de
Dom José Tupinambá da Frota, primeiro bispo da Diocese de Sobral. Apesar de
simpatizante e eleitor da antiga UDN, mantinha excelente relacionamento com
integrantes de outros partidos.
Merece
destaque o respeito que Foguinho gozava não somente da população, mas também
das empresas de Sobral. Prova disso é que, como naquele tempo não havia
empresas de transporte de numerário, em seu veículo Foguinho fez o transporte
de valores do Banco do Brasil por muitos anos, acompanhado apenas de um
funcionário da Instituição e de um segurança, na maioria das vezes o saudoso
Cabo Lira. Detalhe: nunca houve um contratempo.
Foguinho
e Cyra geraram os seguintes filhos: José Marley Lourinho, aposentado, casado
com Maria Lenira Vasconcelos Lourinho; Maria Marta Inês Lourinho Frota,
aposentada do Ministério do Trabalho, casada com Antônio Wilson Coelho Frota e
Raimundo Marciley Lourinho, o único filho vivo, aposentado do Banco do Brasil,
casado com Rita de Cássia Araújo Lourinho.
Dedicado
à família e muito zelo no correto encaminhamento dos filhos, Foguinho sempre se
empolgava quando falava do sucesso de qualquer um deles. Seu orgulho de pai foi
às alturas quando Eduardo Rodrigues Duarte, Inspetor do Banco Brasil, indicou e
foi aprovado pela Direção Geral o nome de seu filho caçula Raimundo Marciley
Lourinho para assumir o posto de Auxiliar de Portaria. E não ficou por aí: com
dois anos de Banco seu herdeiro tornou-se Escriturário, através de concurso
interno realizado em Sobral. Foguinho sentia-se indisfarçavelmente
realizado com a ascensão dos filhos.
Além
de seus méritos como homem trabalhador, honesto, amigo respeitador e pronto
para servir a toda hora, Foguinho também era mestre em cativar e ampliar seu
circulo de amizade, principalmente através dos momentos de lazer. Era presença
certa nas rodas de finais de semana no Bar Cascatinha, onde os participantes
devoravam um bom tira-gosto e umas cervejinhas (Brahma Chopp). Apenas frias, se
dependesse da preferência de Foguinho.
Mas
muitas vezes a corriola tinha de se render ao gosto estranho do amigo
falastrão, já que não podia abrir mão da sua presença, o que, para todos,
Foguinho era o maior contador de piadas do pedaço, era um humorista de primeira
linha. E assim entrou para a história o mar de gargalhadas que se ouvia daquele
famoso bar de Edson Barreto, que funcionava na Praça 5 de Julho, hoje Mons.
Linhares, centro de Sobral.
Ainda
em idade produtiva, com muito a oferecer à família, aos amigos e à sociedade,
aquele trabalhador respeitável, cativante e que alegrava a todos foi
bruscamente tirado de cena. Joaquim Regino Lourinho (Foguinho) faleceu em
Sobral de infarto do miocárdio, aos 61 anos, no dia 26 de novembro de 1972, no
Hospital do Dr. Estevam. Acha-se sepultado em Santana do Acaraú (CE), sua terra
natal. Já a esposa Cyra faleceu aos 75 anos, em 21 de julho de 1994,
em Fortaleza (CE), no Hospital São Raimundo, sendo sepultada no mesmo local
onde repousa o esposo.
“UMA
PRECE PELA ALMA DE JOAQUIM REGINO LOURINHO (FOGUINHO)”

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