sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CANTINHO DA SAUDADE - Por Thiago Alves - thiagoalvesobral@hotmail.com (Do Jornal Correio da Semana - 22.08.15)

FRANCISCO LINHARES ARRUDA
Em novembro será lembrado o centenário deste grande homem que muito contribuiu para o progresso de sua terra, tendo feito história no comércio e na indústria locais, além de deixar ilustrada prole.

Francisco Linhares Arruda nasceu no dia 21 de novembro de 1915 em Sobral e também faleceu na sua cidade natal em 29 de janeiro de 1989, vítima de um enfarto no miocárdio.


Francisco Linhares iniciou seus estudos primários com a professora Alda de Lima e mais tarde com Ester Batista, recebendo lições de francês. Falecida Ester, voltou a estudar com Alda de Lima e esta por sua conta própria levou-o a estudar com o professor Luiz Felipe, vindo a ingressar na Escola de Comércio Dom José. Mas os estudos foram interrompidos porque ele transferiu-se para Parnaíba/PI, e desta para Crateús. Posteriormente, regressando a Sobral, em 1948, reingressou na Escola de Comércio Dom José, concluindo, ali, mais tarde, o curso de Contabilidade. Técnico em Contabilidade.

Todavia, antes de se formar, Francisco Arruda já era Guarda-Livros, prático, graças ao incentivo de sua dedicada mãe e aos proveitosos ensinamentos do renomado advogado e Tabelião Pedro Mendes Carneiro, inclusive de seu querido irmão Antônio, pessoa que muito orientou no inicio de sua vida, mormente em 1933, quando do primeiro emprego aos 17 anos de idade, como escriturário da firma de seu padrinho Raimundo Rodrigues Pontes (Doca Pontes), exercido até 30 de junho de 1937.

Nessa época, foi convidado por intermédio do Sr. Paulo Aragão, ex-líder da mocidade estudantil de Sobral e então Gerente do Banco Caixeiral, para ocupar a função de auxiliar de escrita de Ranulfo Torres Raposo, conceituada firma de Parnaíba.

No dia 25 de junho de 1940, em Massapê (CE), casou-se com sua prima Maria de Jesus Vasconcelos Arruda, filha de Antônio Araújo de Vasconcelos e de Maria das Virgens Arruda Vasconcelos. Maria de Jesus nasceu em 24/09/1920, em Massapê e faleceu a 15/12/2003, em Fortaleza (CE). O casal gerou os seguintes filhos: Antônio Carlos, Maria da Conceição, Gerardo de Magela, Maria do Socorro, Francisco de Assis, Ana Maria, Domingos Arruda, Benedito Arruda e Vera Lúcia Vasconcelos Arruda.
Ainda no final dos anos 1930 foi convidado pelo seu parente Francisco das Chagas Linhares, proprietário da Casa Linhares, Importadora em Parnaíba (PI), para gerenciar esta firma. Nela permaneceu de 01/11/1937 até 31/10/1940, quando passou a dirigir a filial recém-instalada da firma Vilemar Lopes & Cia. em Crateús (CE), com sede em Fortaleza.


Naquela cidade, Luiz de Maria Arruda Linhares, tio de Francisco Linhares, o convidou para gerenciar uma empresa de sua propriedade, permanecendo ali até 26/01/1948, quando sua irmã Maria, ainda abalada pela morte do marido, pediu a sua cooperação, propondo-lhe uma sociedade nos negócios comerciais do marido. Ambos fundaram a firma Viúva Pedro Aguiar Carneiro & Irmão, explorando o ramo de chapéu de palha de carnaúba. Progredindo, instalaram a firma Arruda & Irmão, interligada àquela outra. Durou mais de 16 anos, ou seja, até abril de 1964.

Assim, passou ele a trabalhar com os filhos Antônio Carlos e Gerardo Magela sob a razão comercial de Francisco Linhares Arruda & Cia., enquanto sua mana Maria “passava a associar-se com seus filhos Humberto e Raimundo”. Em 1970, após a criação da SUDENE, Francisco Linhares fundou com seus filhos Antônio Carlos e Gerardo Magela, além dos sobrinhos Humberto, Raimundo e Benedito Arruda Carneiro, a Empresa Chapéus Artesanato de Palha S/A (CAPASA), que incorporou as firmas Francisco Linhares Arruda & Cia e Arruda Carneiro & Cia.

Na CAPASA ele foi o seu primeiro Presidente, durante seis anos, passando depois a ocupar a função do Diretor Industrial até o tempo em que se desligou. Já aposentado, dedicando-se exclusivamente às boas leituras e à família.

Na avaliação do filho historiador, Francisco de Assis Vasconcelos Arruda, o cidadão Francisco Linhares Arruda pessoa de qualidades excepcionais, além de um excelente exemplo de filho, esposo, pai e avô, que a todos sabia agradar e manter-se querido e admirado por todos.  


Segundo Assis Arruda, seu pai “teve uma vida de classe média alta e, com simplicidade, conduziu sua prole, educando e formando grande parte de seus filhos. Foi exemplo de uma honestidade dentro da família e na sociedade em que conviveu. Com muitos outros adjetivos ainda poderíamos qualificá-lo, mas preferimos guardá-lo dentro de meu coração como exemplo a seguir”. (Com informações do escritor e historiador Assis Arruda)

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