FRANCISCO LINHARES ARRUDA
Em novembro será lembrado
o centenário deste grande homem que muito contribuiu para o progresso de sua
terra, tendo feito história no comércio e na indústria locais, além de deixar
ilustrada prole.
Francisco Linhares Arruda nasceu
no dia 21 de novembro de 1915 em Sobral e também faleceu na sua cidade natal em
29 de janeiro de 1989, vítima de um enfarto no miocárdio.
Francisco Linhares iniciou
seus estudos primários com a professora Alda de Lima e mais tarde com Ester
Batista, recebendo lições de francês. Falecida Ester, voltou a estudar com Alda
de Lima e esta por sua conta própria levou-o a estudar com o professor Luiz
Felipe, vindo a ingressar na Escola de Comércio Dom José. Mas os estudos foram
interrompidos porque ele transferiu-se para Parnaíba/PI, e desta para Crateús.
Posteriormente, regressando a Sobral, em 1948, reingressou na Escola de
Comércio Dom José, concluindo, ali, mais tarde, o curso de Contabilidade. Técnico em Contabilidade.
Todavia, antes de se
formar, Francisco Arruda já era Guarda-Livros, prático, graças ao incentivo de
sua dedicada mãe e aos proveitosos ensinamentos do renomado advogado e Tabelião
Pedro Mendes Carneiro, inclusive de seu querido irmão Antônio, pessoa que muito
orientou no inicio de sua vida, mormente em 1933, quando do primeiro emprego
aos 17 anos de idade, como escriturário da firma de seu padrinho Raimundo
Rodrigues Pontes (Doca Pontes), exercido até 30 de junho de 1937.
Nessa época, foi convidado
por intermédio do Sr. Paulo Aragão, ex-líder da mocidade estudantil de Sobral e
então Gerente do Banco Caixeiral, para ocupar a função de auxiliar de escrita
de Ranulfo Torres Raposo, conceituada firma de Parnaíba.
No dia 25 de junho de
1940, em Massapê (CE), casou-se com sua prima Maria de Jesus Vasconcelos
Arruda, filha de Antônio Araújo de Vasconcelos e de Maria das Virgens Arruda
Vasconcelos. Maria de Jesus nasceu em 24/09/1920, em Massapê e faleceu a
15/12/2003, em Fortaleza (CE). O
casal gerou os seguintes filhos: Antônio Carlos, Maria da Conceição, Gerardo de
Magela, Maria do Socorro, Francisco de Assis, Ana Maria, Domingos Arruda,
Benedito Arruda e Vera Lúcia Vasconcelos Arruda.
Ainda no final dos anos
1930 foi convidado pelo seu parente Francisco das Chagas Linhares, proprietário
da Casa Linhares, Importadora em Parnaíba (PI), para gerenciar esta firma. Nela
permaneceu de 01/11/1937 até 31/10/1940, quando passou a dirigir a filial
recém-instalada da firma Vilemar Lopes & Cia. em Crateús (CE), com sede em
Fortaleza.
Naquela cidade, Luiz de
Maria Arruda Linhares, tio de Francisco Linhares, o convidou para gerenciar uma
empresa de sua propriedade, permanecendo ali até 26/01/1948, quando sua irmã
Maria, ainda abalada pela morte do marido, pediu a sua cooperação, propondo-lhe
uma sociedade nos negócios comerciais do marido. Ambos
fundaram a firma Viúva Pedro Aguiar Carneiro & Irmão, explorando o ramo de
chapéu de palha de carnaúba. Progredindo, instalaram a firma Arruda & Irmão,
interligada àquela outra. Durou mais de 16 anos, ou seja, até abril de 1964.
Assim, passou ele a
trabalhar com os filhos Antônio Carlos e Gerardo Magela sob a razão comercial
de Francisco Linhares Arruda & Cia., enquanto sua mana Maria “passava a
associar-se com seus filhos Humberto e Raimundo”. Em 1970, após a criação da
SUDENE, Francisco Linhares fundou com seus filhos Antônio Carlos e Gerardo
Magela, além dos sobrinhos Humberto, Raimundo e Benedito Arruda Carneiro, a
Empresa Chapéus Artesanato de Palha S/A (CAPASA), que incorporou as firmas Francisco
Linhares Arruda & Cia e Arruda Carneiro & Cia.
Na CAPASA ele foi o seu
primeiro Presidente, durante seis anos, passando depois a ocupar a função do
Diretor Industrial até o tempo em que se desligou. Já aposentado, dedicando-se
exclusivamente às boas leituras e à família.
Na avaliação do filho
historiador, Francisco de Assis Vasconcelos Arruda, o cidadão Francisco
Linhares Arruda pessoa de qualidades excepcionais, além de um
excelente exemplo de filho, esposo, pai e avô, que a todos sabia agradar e
manter-se querido e admirado por todos.
Segundo
Assis Arruda, seu pai “teve uma vida de classe média alta e, com simplicidade,
conduziu sua prole, educando e formando grande parte de seus filhos. Foi
exemplo de uma honestidade dentro da família e na sociedade em que conviveu. Com
muitos outros adjetivos ainda poderíamos qualificá-lo, mas preferimos guardá-lo
dentro de meu coração como exemplo a seguir”. (Com informações do escritor e historiador Assis Arruda)




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