terça-feira, 25 de agosto de 2015
Cientistas dizem estar próximos de ‘vacina universal’ contra gripe
Após testes promissores em animais, cientistas
afirmam estar próximos de desenvolver uma vacina de longa duração que proteja contra
qualquer tipo de gripe. Duas equipes
norte-americanas, que trabalham separadamente, tiveram sucesso ao atacar uma
parte estável do vírus da gripe.
Agora, serão
necessários novos estudos para confirmar se o método irá funcionar em humanos. Enquanto
isso, especialistas afirmam que as pessoas devem continuar recebendo suas doses
anuais contra a gripe, uma vez que a vacinação ainda é a melhor maneira de se
proteger contra uma infecção pela doença.
Dose universal - A injeção convencional da vacina mira moléculas que estão na
superfície dos vírus – e que mudam constantemente. Imagine que o vírus da gripe
é uma bola com vários pirulitos, dotados de hastes, espetados do lado de fora.
Esses pirulitos mudam
todos os anos, mas as hastes permanecem as mesmas. São elas o novo foco dos
cientistas na busca por uma vacina universal.
Várias equipes
diferentes de pesquisadores vêm testando potenciais candidatas, mas tem sido um
desafio desenvolver algo que possa ser usado numa vacina sem que isso envolva a
"cabeça" do pirulito da molécula hemaglutinina (proteína do vírus).
Segundo John Oxford,
especialista em gripe da Universidade de Londres, esse trabalho recente parece
particularmente promissor. Ele chama os resultados de um grande dia para
ciência.
"É um salto
adiante quando comparado com tudo o que foi realizado recentemente. Eles têm
bons dados de testes em animais, não só em ratos, mas também em furões e em
macacos. E conseguiram isso com o vírus da gripe aviária H5N1", afirmou. "É
um ótimo trampolim. Enfim, a esperança é alcançar uma vacina que abrangerá todo
o vírus pandêmico."
Sarah Gilbert,
professor de vacinologia da Universidade de Oxford, pondera: "É um avanço
incrível, mas as novas vacinas agora precisam passar por testes clínicos para
vermos o quão bem elas funcionam em humanos". "Esse será o próximo
estágio da pesquisa, que deve levar vários anos. Então, ainda há um bom caminho
antes de termos melhores vacinas contra a gripe", acrescentou. (BBC)
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