Também é alvo de denúncia de Janot a
ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha e atual prefeita de Rio
Bonito (RJ), por corrupção passiva.
Cunha é acusado de receber propina do
empresário Júlio Camargo para facilitar a assinatura de contratos de aluguel de
navios-sonda entre a empresa Samsung Heavy Industries e a Petrobras. Em
depoimento ao grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República e à Justiça
Federal de Curitiba, o empresário disse que uma das parcelas do suborno seria
de US$ 5 milhões.
No caso de Collor, as investigações indicam
que o parlamentar recebeu cerca de R$ 26 milhões de propina em contratos da BR
Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
Collor também foi alvo da Operação Politeia,
fase da Lava Jato que apreendeu três carros de luxo na Casa da Dinda,
residência particular do ex-presidente. Na ocasião, a PF encontrou uma
Lamborghini, uma Ferrari e um Porsche.
O STF terá agora de decidir se aceita ou não
a denúncia. Se aceitar, os denunciados se torna réus e responderão a ações
penais no Supremo – devido ao foro privilegiado decorrente da condição de
parlamentar, Cunha não pode ser processado em outra instância da Justiça.
Após o recebimento da denúncia, o ministro
Teori Zavascki, relator dos inquéritos da Operação Lava Jato referentes a
autoridades com foro privilegiado, notificará as defesas para apresentação de
respostas por escrito.
Na quarta-feira (19), Cunha afirmou que
não pretende deixar a presidência da Câmara, mesmo se fosse denunciado ao STF.
"Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar exatamente no
exercício pelo qual eu fui eleito pela maioria da Casa. Absolutamente tranquilo
e sereno com relação a isso", afirmou.
Eduardo Cunha enfatizou que não mistura o papel de presidente da Câmara com as eventuais situações que possam envolver o seu nome. "Exercerei o meu papel de presidente da forma que, institucionalmente, eu tenho que exercer. Eu não faço papel de retaliação nem tomo atitudes por causa de atitudes dos outros". O presidente da Câmara disse ainda que não pretende usar o plenário para discursar em sua defesa. (JB)
Eduardo Cunha enfatizou que não mistura o papel de presidente da Câmara com as eventuais situações que possam envolver o seu nome. "Exercerei o meu papel de presidente da forma que, institucionalmente, eu tenho que exercer. Eu não faço papel de retaliação nem tomo atitudes por causa de atitudes dos outros". O presidente da Câmara disse ainda que não pretende usar o plenário para discursar em sua defesa. (JB)

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