O ministro do Planejamento,
Nelson Barbosa, anunciou hoje (24) que o governo vai reduzir o número de
ministérios do governo, baixando de 39 para 29 o total de pastas. A medida faz
parte de um pacote de reforma administrativa apresentado hoje (24) a ministros
durante a reunião da coordenação política com a presidenta Dilma Rousseff.
Os ministérios que serão extintos
serão definidos até o fim de setembro por uma equipe do governo. “Nosso
objetivo é chegar a uma meta de dez [ministérios]. Existem várias propostas
possíveis para atingir essa meta. Precisamos ouvir todos os envolvidos, não tem
nenhum ministério inicialmente apontado para ser extinto”, disse Barbosa.
“Esse é um processo que envolve
todo o governo federal, todos os órgãos e autarquias, envolve também uma melhor
governança de empresas estatais, é um processo que precisa ser construído a
várias mãos, deve ser feito com participação dos diversos ministérios, dos
diversos órgãos e estatais do governo”, acrescentou. A definição dos
ministérios que serão extintos vai levar em conta critérios de gestão e
políticos, como o atendimento a partidos da base aliada do governo, que
comandam algumas pastas.
A reforma também inclui cortes em
estruturas internas de órgãos, ministérios e autarquias – com a redução de secretarias,
por exemplo; a diminuição dos cargos comissionados no governo, os chamados DAS;
o aperfeiçoamento de contratos da União com prestadoras de serviços, entre eles
de limpeza e transporte; e a venda de imóveis da União e a regularização de
terrenos.
Atualmente, o governo tem 22 mil
cargos comissionados. Segundo Barbosa, 74% são ocupados por funcionários
públicos, mas cerca de 6 mil não são do quadro.
O ministro não apresentou a
estimativa da economia do governo com as medidas, mas disse que a reforma é
necessária para a nova realidade orçamentária do país e vai melhorar a
produtividade do governo. “Com o melhor funcionamento da máquina, você vai
aumentar a produtividade do governo. É vital e crucial aumentar a produtividade
dentro do governo”, disse.
Desde a campanha presidencial de
2014, a oposição cobra redução de ministérios. Há inclusive propostas em
tramitação no Congresso Nacional para obrigar o governo a enxugar a máquina.
Segundo Barbosa, Dilma decidiu fazer a reforma agora no momento em que o
governo prepara a proposta de lei orçamentária e o Plano Plurianual, que traça
os gastos e prioridades do governo de 2016 e 2019.
“A presidenta Dilma sempre foi, é
e continua sendo muito focada em gestão pública. Durante a campanha não se
colocou contra uma reforma administrativa, o que ela sempre apontou era qual a
reforma administrativa, qual deve ser a reestruturação, que ministérios podem
ser juntados, que ministérios podem ser recriados ou extintos. Nesse espírito
que estamos apresentando a reforma”, explicou.
O ministro das Cidades, Gilberto
Kassab, disse que a presidenta “nunca resistiu” à ideia de cortar ministérios,
apenas decidiu que o momento é apropriado, após a aprovação das medidas de
ajuste fiscal no Congresso Nacional. “É uma questão apenas de timing, ela esteve sempre de acordo, senão não estaria
fazendo o que está propondo agora”.
Nelson Barbosa lembra que as
medidas da reforma administrativa dependem de projetos de lei, decretos ou
portarias para entrarem em vigor. (Ag. Brasil)
Nenhum comentário:
Postar um comentário