Em 2013, o Brasil tinha 425.248 policiais militares, o equivalente
a um policial para cada 473 habitantes, segundo dados do estudo Perfil dos
Estados e dos Municípios Brasileiros 2014, divulgado hoje (26) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total de policiais civis
era 117.642. Entre as unidades da Federação, a maior proporção de
policial militar por habitante era no Distrito Federal (um para cada 194) e a
menor, no Maranhão, um para cada 881.
Menos de 10% do efetivo da Polícia Militar eram mulheres no país.
Na Polícia Civil, o percentual era de pouco mais de 26%.
Conforme o estudo, em 2006, 14,1% dos municípios tinham Guarda
Municipal. Em 2012, o percentual passou para 17,8%, e em 2014, para 19,4%.
De acordo com a gerente da pesquisa, Vânia Pacheco, um dos requisitos
para o município acessar o Fundo Nacional de Segurança Pública é ter uma Guarda
Municipal, o que pode ter contribuído para o aumento desse efetivo nos últimos
anos. “Os municípios vêm se aparelhando para ter essas guardas municipais para
ter acesso a esses incentivos federais. E desses, em 19%, em 169 municípios, a
Guarda Municipal utilizava arma de fogo”.
O estudo apontou que 90,3% dos municípios (5.030) oferecem
testes de HIV e sífilis para gestantes, 81,3% pormovem ações para a saúde
sexual e reprodutiva das mulheres e 54,1% oferecem a Caderneta de Saúde do
Adolescente.
Em 2014, 70,6 mil pessoas trabalhavam nas equipes de Saúde da
Família. Em 102 municípios, não havia médicos nessas equipes e 125 cidades
declararam não ter Equipe de Saúde da Família.
Outo dado mostra que todos os estabelecimentos de saúde estaduais,
responsáveis por fazer partos, tinham interligação com um cartório ou posto de
cartório nas unidades. Entre os estabelecimentos municipais públicos ou
conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), 46,8% tinham interligação com
cartórios e 13,6%, cartório no local. A medida é importante para facilitar o
registro de nascimento da criança e evitar a subnotificação civil.
Em relação ao atendimento de emergência, 87,1% dos municípios
ofertam o serviço. Porém, 93,4% não têm hospital público ou conveniado com
leitos de UTI neonatal.
Segurança alimentar
Em 2014, todos os estados desenvolviam atividades para o acesso ao
trabalho formal e a sustentabilidade. Entre os municípios, 98,7% tinham pelo
menos uma ação de inclusão produtiva. Ao todo, 26 governos estaduais promovem
ações de assistência técnica e extensão rural, sobretudo, para agricultores
familiares, pescadores artesanais e aquicultores. A exceção foi o Rio de
Janeiro, que não especificou o público-alvo.
Quase 91% das prefeituras implementaram alguma ação de inclusão
produtiva urbana. As mais citadas foram qualificação (75,4%) e capacitação
profissional (86,4%), padrão semelhante ao dos estados.
Os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais, os
beneficiários do Programa Bolsa Família e desempregados foram o principal
público-alvo das ações das administrações estaduais e municipais relativas à
inclusão produtiva urbana. (Ag. Brasil)
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