FELIZ
DIA DOS PAIS!
Hoje,
dia de homenagear os pais, como sempre as lojas estarão superlotadas para
felicidade dos seus proprietários. Os que têm filhos ganham em dobro: os
presentes dos seus (filhos) e o dinheiro com a venda de presentes aos filhos
dos outros. Já outras pessoas, não comerciantes, se quiserem presente têm de
pagar do próprio bolso o que irão ganhar dos filhos sem renda. Mas, pai é pai!
Comprar
e vender são atos indissociáveis da atividade humana que exigem muitos
cuidados. Um deles, por exemplo, é o questionar ou, se possível, dizer NÃO ao
propósito mercantilista dos que transformaram datas comemorativas, como Natal,
Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados, das Crianças e aniversários, em datas
estritamente comerciais. Converteram-nas naquelas datas em que as pessoas são
convencidas e, muitas vezes, “obrigadas” a apenas dar presentes. O real
significado da homenagem é deixado de lado por imposição da gula do comércio,
que visa unicamente lucrar cada vez mais.
Ciente
disso, ou não, muita gente sofre com a dúvida sobre o que vai dar ou dizer
ao pai nesse domingo. A escolha se torna um dilema. A maioria ainda não
descobriu que o que o mais agrada ao homenageado não está à venda nas lojas.
Nem se apercebeu de que o melhor presente ainda é estar presente. E se isso
acontecer, até que poderá vir como sobremesa um agradinho material. Mas
insisto: A presença é o essencial, não custa nada e afasta a hipótese de
arrependimento futuro.
Duvida?
Então, pergunte o que muitos órfãos diriam se pudessem ver seus pais só mais
uma vezinha. Na condição de um “sem pai vivo”, mas sem sofrer remorsos pela
omissão de atitudes junto a ele, posso afirmar que por mais que se dê carinho,
atenção e se fale do nosso amor ao pai (ou mãe), quando ainda no nosso
convívio, pelo restante dos nossos dias a consciência rememorará tudo o que
deixamos de realizar por eles ou deixamos de lhes dizer. São indagações do tipo:
Por que
não fiz isso? Por que não disse aquilo? Por que não lhe pedi perdão? Por que
não agradeci mais o que ele fez por mim?...
E quando
não mais for possível corrigir esse erro ou essa falha, por não mais contar com
o pai, procure apelar para essa saída: livrar os outros desse pesado fardo.
Acredito que uma forma de abrandar a nossa pena é alertar outras pessoas para
não cometerem o mesmo. Experimente fazer isso!
Agora,
se você ainda tem pai aproveite o tempo que ainda lhe resta com ele. E quanto
mais gestos de reconhecimento, carinho e gratidão menos sua consciência lhe
cobrará. Faça isso aqui e agora. Portanto, diminua hoje essa futura dívida,
essa frustração vindoura que começará a lhe perturbar assim que seu pai fechar
os olhos. E que só cessará quando você também cerrar os seus.
A
bênção, meu querido e saudoso pai, GONÇALO ALVES DA COSTA (foto),
falecido aos 73 anos, em 07.04.1992. A ele, bem como à minha saudosa mãe
Gerarda, que morreu aos 87 anos, em 27.06.2011.
Agradecemos por eles também terem ensinado e ajudado a mim e a meus doze irmãos a amortizarmos essa divida quando
eles ainda estavam entre nós.
E, em nome do meu, desejo aos demais um Feliz Dia
dos Pais!



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