domingo, 9 de agosto de 2015

POIS PERGUNTE A UM ÓRFÃO! - E AÍ VOCÊ TERÁ UM FELIZ DIA DOS PAIS

FELIZ DIA DOS PAIS!

Hoje, dia de homenagear os pais, como sempre as lojas estarão superlotadas para felicidade dos seus proprietários. Os que têm filhos ganham em dobro: os presentes dos seus (filhos) e o dinheiro com a venda de presentes aos filhos dos outros. Já outras pessoas, não comerciantes, se quiserem presente têm de pagar do próprio bolso o que irão ganhar dos filhos sem renda. Mas, pai é pai!

Comprar e vender são atos indissociáveis da atividade humana que exigem muitos cuidados. Um deles, por exemplo, é o questionar ou, se possível, dizer NÃO ao propósito mercantilista dos que transformaram datas comemorativas, como Natal, Dia das Mães, dos Pais, dos Namorados, das Crianças e aniversários, em datas estritamente comerciais. Converteram-nas naquelas datas em que as pessoas são convencidas e, muitas vezes, “obrigadas” a apenas dar presentes. O real significado da homenagem é deixado de lado por imposição da gula do comércio, que visa unicamente lucrar cada vez mais.


Ciente disso, ou não, muita gente sofre com a dúvida sobre o que vai dar ou dizer ao pai nesse domingo. A escolha se torna um dilema. A maioria ainda não descobriu que o que o mais agrada ao homenageado não está à venda nas lojas. Nem se apercebeu de que o melhor presente ainda é estar presente. E se isso acontecer, até que poderá vir como sobremesa um agradinho material. Mas insisto: A presença é o essencial, não custa nada e afasta a hipótese de arrependimento futuro.

Duvida? Então, pergunte o que muitos órfãos diriam se pudessem ver seus pais só mais uma vezinha. Na condição de um “sem pai vivo”, mas sem sofrer remorsos pela omissão de atitudes junto a ele, posso afirmar que por mais que se dê carinho, atenção e se fale do nosso amor ao pai (ou mãe), quando ainda no nosso convívio, pelo restante dos nossos dias a consciência rememorará tudo o que deixamos de realizar por eles ou deixamos de lhes dizer. São indagações do tipo:

Por que não fiz isso? Por que não disse aquilo? Por que não lhe pedi perdão? Por que não agradeci mais o que ele fez por mim?...

E quando não mais for possível corrigir esse erro ou essa falha, por não mais contar com o pai, procure apelar para essa saída: livrar os outros desse pesado fardo. Acredito que uma forma de abrandar a nossa pena é alertar outras pessoas para não cometerem o mesmo. Experimente fazer isso!

Agora, se você ainda tem pai aproveite o tempo que ainda lhe resta com ele. E quanto mais gestos de reconhecimento, carinho e gratidão menos sua consciência lhe cobrará. Faça isso aqui e agora. Portanto, diminua hoje essa futura dívida, essa frustração vindoura que começará a lhe perturbar assim que seu pai fechar os olhos. E que só cessará quando você também cerrar os seus.

A bênção, meu querido e saudoso pai, GONÇALO ALVES DA COSTA (foto), falecido aos 73 anos, em 07.04.1992. A ele, bem como à minha saudosa mãe Gerarda, que morreu aos 87 anos, em 27.06.2011.

Agradecemos por eles também terem ensinado e ajudado a mim e a meus doze irmãos a amortizarmos essa divida quando eles ainda estavam entre nós. 

E, em nome do meu, desejo aos demais um Feliz Dia dos Pais! 

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