quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Três em cada 10 pessoas trabalham sem carteira assinada no Ceará

Três em cada 10 pessoas trabalhadores do Ceará não têm carteira assinada. Os dados fazem parte do estudo realizado pela Secretaria  do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) divulgado nesta terça-feira (11).


O estudo mapeou as contratações ilegais no Brasil e diz que em 2014, cerca de 1,4 milhão de pessoas trabalharam sem carteira assinada nas regiões metropolitanas de Fortaleza, Recife, Salvador, São Paulo e Porto Alegre, que contam com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED).

“A STDS tem consciência do problema que existe aqui no nosso estado. Por isso estamos realizando uma ação específica que deve combater essa prática. O problema é danoso e é ruim para o trabalhador. Por isso, o governo faz ações importantes para que o trabalhador passe a ser protegido”, disse o secretário Josbertini Clementino.

Baixo rendimento mensal - O estudo mostra as consequências de o cearense trabalhar sem carteira assinada. De acordo com a STDS, o trabalhador que tem carteira assinada ganha, em média no estado, R$ 1.121,00 enquanto o informal recebe em média R$ 802,00, além de não ganhar todos os benefícios que são de direito.

A pesquisa detecta também que o Ceará é o segundo estado, ao lado de Sergipe, com maior proporção de assalariados sem carteira de trabalho assinada, perdendo somente para a Paraíba que registra 21,1%.

Outro dado que preocupa a STDS é que em Fortaleza 38,2% dos trabalhadores sem carteira assinada são jovens entre 16 e 24 anos. Outros 35% são pessoas com idade entre 25 e 39 anos e 14,5% indivíduos com idade entre 40 e 49 anos.

Homens x mulheres - Em Fortaleza, 59,8% dos homens trabalham sem carteira assinada, enquanto 40,2% as mulheres. A pesquisa informa também que maioria desses profissionais trabalham na construção civil. Outros setores que abrigam mais trabalhadores sem carteira assinada são o agrícola; alojamento e alimentação; administração pública; comércio e reparação; transporte e armazenagem; e por fim o da educação, saúde e serviços sociais.

Porém, o número que anima os estudiosos da STDS é que o Ceará é o estado do Nordeste que mais registrou empregos formais entre o período de 2010 e 2014, empregando mais de 47 mil pessoas. Ficando na frente de estados como Bahia e Pernambuco. (G1)


Nenhum comentário:

Postar um comentário