sexta-feira, 28 de agosto de 2015
União, estados e municípios preparam proposta para substituir a CPMF
Em entrevista hoje (27), o ministro da Saúde,
Arthur Chioro (foto), defendeu que o novo imposto tenha uma alíquota de 0,38%, o que
poderia injetar anualmente para a saúde cerca de R$ 80 bilhões, divididos entre
União, estados e municípios. “O SUS precisa de recursos. […]. Se dependesse de
mim 0,38% seria um bom patamar, mas não depende só de mim”, disse o ministro em
conversa com jornalistas.
Segundo Chioro, embora a alíquota possa ser a
mesma da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF),
extinta em 2007, a taxação sugerida agora, desde o início, terá destinação
exclusiva para a saúde e terá distribuição dividida entre União, estados e
municípios. A proposta de como será a divisão ainda não foi exposta pelo
governo.
Chioro informou que, na articulação prévia com
prefeitos e governadores, a divisão de recursos foi bem aceita, o que, na
opinião dele, pode facilitar a negociação no Congresso Nacional, para que haja
um acordo entre governistas e oposição em torno da proposta.
O ministro ressaltou que a nova taxa, que pode
ser chamada de Contribuição Interfederativa da Saúde, não impede a discussão
sobre outras fontes de recursos para o setor, como a chamada “taxação do
pecado” - que poderia incidir sobre o álcool, cigarros e alimentos que fazem
mal à saúde - e também uma nova destinação para o seguro obrigatório de
trânsito, o DPVAT.
Para Chioro, o ideal é que o Brasil consiga
dobrar os recursos para a saúde. Ano passado, juntando os gastos da União, dos
estados e dos municípios, este setor custou R$ 215 bilhões aos cofres públicos.
Da União, saíram R$ 92 bilhões.
Ultimamente, o ministro tem dito que a saúde
está subfinanciada e
que sociedade e governo precisam discutir como sustentar a integralidade e a
universalidade do setor, conforme determina a Constituição, e que o
envelhecimento da população e a inclusão de novas tecnologias à rede pública
estão agravando a situação.
Dados de 2013 mostram que, enquanto em países
que têm sistema universal de saúde, como o Canadá, a França e a Suíça, os
gastos anuais per capita giram em torno
de U$ 4 mil a U$ 9 mil, no Brasil, o gasto com saúde para cada brasileiro é U$
525. (Ag. Brasil)
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