sexta-feira, 4 de setembro de 2015

CANTINHO DA SAUDADE -´Por Thiago Alves - thiagoalvesobral@hotmail.com (Do Jornal Correio da Semana - 05.09.15)

FRANCISCO ALVES PEREIRA (FRANCO)

Apesar de pouco ter frequentado a escola tradicional, sua vontade de vencer na vida o fez esmerar-se em tudo o que fazia, tornando-se autodidata incansável. Dessa forma, Francisco Alves Pereira foi um pouco de quase tudo: balconista, vendedor, viajante, Oficial de Cartório, agrimensor, poeta, mas acima de tudo isso foi um cristão exemplar, obediente às leis de Deus e totalmente integrado à Igreja Católica, à família e aos amigos. Marcou sua passagem na terra como homem íntegro, trabalhador dedicado e solidário com todos, norteando-se sempre pela fé, caridade e honestidade.

Francisco Alves Pereira nasceu a 11 de março de 1915, no sítio São José, no distrito de Santo Antônio dos Fernandes, na serra da Meruoca.  Eram seus pais Francisca Alves Pereira (antes do casamento, Francisco Moreira Sampaio) e Ayres Alves Pereira. Em 1917 seus pais passaram a residir em Massapê (CE), onde passou sua infância e juventude.


Ainda criança recebeu o apelido de Franco devido às suas atitudes seguras e verdadeiras. Aos 13 anos de idade começou a trabalhar no comércio de Massapê, tendo como primeiro patrão Antônio Olympio de Menezes. Em seguida, trabalhou nas empresas: Álvaro & Dias, M. Dias & Cia e em Aguiar & Carvalho. Atuou também como viajante, comercializando mercadorias diversas.

No dia 1º de setembro de 1939, na igreja Santa Úrsula, em Massapê (CE), casou-se com Maria da Conceição Quariguasi Alves, filha de Domingos Quariguasi da Silva e Francisca Elizabeth da Silva (Maroca). Dessa união nasceram: Joaquim Quariguasi Alves - Quari (falecido), José (falecido aos nove meses), Maria de Lourdes Alves Torres, Maria do Socorro (falecida aos seis meses), Francisco Airton Q. Alves), José Welington Q. Alves (falecido), Ayres (falecido com um mês), Maria das Graças (falecida no dia do nascimento), Francisca Evanilda Alves Medeiros, Francisco Clayton Q. Alves, Francisco Evandro Q. Alves, Mirian Q. Cunha Fonseca, Abigail Q. Alves, Francisco José Leverrier Q. Alves.
Em 1940, passou uma temporada residindo em Sobral, nas terras de seu sogro Domingos Quariguasi, mas depois voltou a morar em Massapê. Em 1946, Franco montou uma mercearia no distrito de Remédios (atual Tuína). Mas pouco tempo depois mudou de atividade, haja vista ter sido nomeado Oficial do Registro Civil daquele distrito, cargo que exerceu até 1951. Nesse período, também acumulou as funções de professor de Ensino Supletivo e Recenseador.

Em outubro de 1951 alistou-se no Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), indo trabalhar na construção do açude Paulo Sarasate (Araras), no setor de topografia. Transferiu-se com a família para Araras (Varjota), onde atuou como topógrafo-locador até 1983, quando se aposentou como Agente de Serviço de Engenharia. Antes da aposentadoria, também exerceu outras funções no Órgão, dentre elas, a de Gerente da Cooperativa dos Empregados do DNOCS, que, mais tarde, foi transformada em Armazém Reembolsável.

Em 30 de agosto de 1983, transferiu-se de Araras (Varjota) e fixou residência definitivamente em Sobral. Nesta cidade, depois de aposentado, passou a dedicar seu tempo a uma das atividades de que mais gostava: escrever poemas. Estimulado por familiares e amigos, depois de algum tempo seus escritos resultaram no livro “Relíquias de um Poeta”, do gênero literatura de cordel.

Além da atividade poética, gostava de ouvir rádio (A Voz do Brasil), acompanhar a Santa Missa e, posteriormente, assisti-la pela televisão. Passou também a frequentar com mais assiduidade as igrejas, participar das reuniões, congressos e todas as atividades das associações religiosas. Franco teve participação ativa na Irmandade do Santíssimo Sacramento, na Congregação Mariana e na Conferência de São Vicente de Paulo. Nela demonstrava toda sua essência de cristão devotado: sua fraternidade, seu amor a Deus e ao próximo. Foi homenageado pela Irmandade do Santíssimo Sacramento como um dos irmãos mais assíduos e exemplares.
Estar com a família era um dos seus maiores prazeres.  Sempre foi um homem sincero, generoso, bom amigo, marido e pai exemplar. Franco era reconhecido como verdadeiro exemplo de cidadão e cristão. Segundo familiares e pessoas que com ele conviveram, foi filho exemplar, irmão companheiro, esposo amoroso e pai dedicado. Como avô, costumava orientar os netos através de palavras amáveis, além de exemplos e atitudes marcantes. A todos transmitia paz, tranquilidade e muito amor e nunca foi presenciada atitude rude ou intempestiva da parte dele com ninguém.

Mesmo tendo enfrentado muitas dificuldades, Franco sempre honrou seus compromissos, proporcionando o melhor para seus filhos, principalmente no que concerne à boa formação como pessoa de bem.  Enfim, foi um homem de bem.

Francisco Alves Pereira (Franco) faleceu aos 87 anos, no dia 27 de junho de 2002, na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, por falência múltipla dos órgãos. Está sepultado no cemitério São Francisco desta cidade. Já a esposa Conceição morreu no dia 29 de abril de 2011, na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, sendo sepultada no cemitério de São José, no distrito de Patriarca, Sobral (CE).

UMA PRECE PELA ALMA DE FRANCISCO ALVES PEREIRA (FRANCO)




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