FRANCISCO
ALVES PEREIRA (FRANCO)
Apesar
de pouco ter frequentado a escola tradicional, sua vontade de vencer na vida o
fez esmerar-se em tudo o que fazia, tornando-se autodidata incansável. Dessa
forma, Francisco Alves Pereira foi um pouco de quase tudo: balconista,
vendedor, viajante, Oficial de Cartório, agrimensor, poeta, mas acima de tudo
isso foi um cristão exemplar, obediente às leis de Deus e totalmente integrado
à Igreja Católica, à família e aos amigos. Marcou sua passagem na terra como
homem íntegro, trabalhador dedicado e solidário com todos, norteando-se sempre
pela fé, caridade e honestidade.
Francisco Alves Pereira nasceu a 11 de março de 1915, no
sítio São José, no distrito de Santo Antônio dos Fernandes, na serra da
Meruoca. Eram seus pais Francisca Alves
Pereira (antes do casamento, Francisco Moreira Sampaio) e Ayres Alves Pereira.
Em 1917 seus pais passaram a residir em Massapê (CE), onde passou sua infância
e juventude.
Ainda criança recebeu o apelido de Franco devido às suas
atitudes seguras e verdadeiras. Aos 13 anos de idade começou a trabalhar no
comércio de Massapê, tendo como primeiro patrão Antônio Olympio de Menezes. Em
seguida, trabalhou nas empresas: Álvaro & Dias, M. Dias & Cia e em Aguiar
& Carvalho. Atuou também como viajante, comercializando mercadorias
diversas.
No dia 1º de setembro de 1939, na igreja Santa Úrsula, em
Massapê (CE), casou-se com Maria da Conceição Quariguasi Alves, filha de
Domingos Quariguasi da Silva e Francisca Elizabeth da Silva (Maroca). Dessa
união nasceram: Joaquim Quariguasi Alves - Quari (falecido), José (falecido aos
nove meses), Maria de Lourdes Alves Torres, Maria do Socorro (falecida aos seis
meses), Francisco Airton Q. Alves), José Welington Q. Alves (falecido), Ayres
(falecido com um mês), Maria das Graças (falecida no dia do nascimento),
Francisca Evanilda Alves Medeiros, Francisco Clayton Q. Alves, Francisco
Evandro Q. Alves, Mirian Q. Cunha Fonseca, Abigail Q. Alves, Francisco José
Leverrier Q. Alves.
Em 1940, passou uma temporada residindo em Sobral, nas terras de seu
sogro Domingos Quariguasi, mas depois voltou a morar em Massapê. Em 1946, Franco montou uma mercearia no distrito de
Remédios (atual Tuína). Mas pouco tempo depois mudou de atividade, haja vista ter
sido nomeado Oficial do Registro Civil daquele distrito, cargo que exerceu até
1951. Nesse período, também acumulou as funções de professor de Ensino
Supletivo e Recenseador.
Em outubro de 1951 alistou-se no Departamento Nacional de
Obras contra as Secas (DNOCS), indo trabalhar na construção do açude Paulo
Sarasate (Araras), no setor de topografia. Transferiu-se com a família para
Araras (Varjota), onde atuou como topógrafo-locador até 1983, quando se
aposentou como Agente de Serviço de Engenharia. Antes da aposentadoria, também
exerceu outras funções no Órgão, dentre elas, a de Gerente da Cooperativa dos
Empregados do DNOCS, que, mais tarde, foi transformada em Armazém Reembolsável.
Em 30 de agosto de 1983, transferiu-se de Araras (Varjota)
e fixou residência definitivamente em Sobral. Nesta cidade, depois de
aposentado, passou a dedicar seu tempo a uma das atividades de que mais
gostava: escrever poemas. Estimulado por familiares e amigos, depois de algum
tempo seus escritos resultaram no livro “Relíquias de um Poeta”, do gênero
literatura de cordel.
Além da atividade poética, gostava de ouvir rádio (A Voz
do Brasil), acompanhar a Santa Missa e, posteriormente, assisti-la pela
televisão. Passou também a frequentar com mais assiduidade as igrejas,
participar das reuniões, congressos e todas as atividades das associações
religiosas. Franco teve participação ativa na Irmandade do Santíssimo
Sacramento, na Congregação Mariana e na Conferência de São Vicente de Paulo.
Nela demonstrava toda sua essência de cristão devotado: sua fraternidade, seu
amor a Deus e ao próximo. Foi homenageado pela Irmandade do Santíssimo
Sacramento como um dos irmãos mais assíduos e exemplares.
Estar com a família era um dos seus maiores prazeres. Sempre foi um homem sincero, generoso, bom
amigo, marido e pai exemplar. Franco era reconhecido como verdadeiro exemplo de
cidadão e cristão. Segundo familiares e pessoas que com ele conviveram, foi
filho exemplar, irmão companheiro, esposo amoroso e pai dedicado. Como avô,
costumava orientar os netos através de palavras amáveis, além de exemplos e
atitudes marcantes. A todos transmitia paz, tranquilidade e muito amor e nunca foi
presenciada atitude rude ou intempestiva da parte dele com ninguém.
Mesmo tendo enfrentado muitas dificuldades, Franco sempre
honrou seus compromissos, proporcionando o melhor para seus filhos,
principalmente no que concerne à boa formação como pessoa de bem. Enfim, foi um homem de bem.
Francisco Alves Pereira (Franco) faleceu aos 87 anos, no
dia 27 de junho de 2002, na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, por falência
múltipla dos órgãos. Está sepultado no cemitério São Francisco desta cidade. Já
a esposa Conceição morreu no dia 29 de abril de 2011, na Santa Casa de
Misericórdia de Sobral, sendo sepultada no cemitério de São José, no distrito
de Patriarca, Sobral (CE).
“UMA PRECE PELA
ALMA DE FRANCISCO ALVES PEREIRA (FRANCO)”





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