ESTOU DE FÉRIAS OU ESTOU EM FÉRIAS
Ambas
corretas: Entraremos de (ou em) férias amanhã; Sairemos de (ou em) férias na
próxima semana; As crianças já estão de (ou em) férias.
Quem
entra em férias, entra em gozo ou regime de férias. Ao usarmos a preposição “em”,
estaremos usando a preposição pedida pelo verbo. Ao optarmos por “de”,
estaremos empregando a preposição que acompanha o substantivo, que com ela
forma uma locução. Quem entra em aula, contudo, só entra “em”, jamais entra
“de”, porque não se entra em regime (e muito menos em gozo) de aula.
Resta
dizer resta dizer apenas que, se férias aparecer com adjunto só se usa “em”: Os
empregados da Fiat entrarão em férias coletivas amanhã; Os funcionários das Indústrias
automobilísticas sairão amanhã em férias compulsórias.
OBS.: Usa-se,
também, indiferentemente: “Estou de serviço” ou “Estou em serviço”, mas apenas “Estou
de plantão”.
SALVADOR OU SÃO SALVADOR?
Sem
dúvida, Salvador. Hoje não tanto, mas antigamente se dizia muito “São Salvador”.
A capital da Bahia, que já possuía uma letra a mais por deferência toda
especial, chama-se apenas Salvador. Aliás, a Bahia parece abrigar, em termos
de língua, fatos exóticos por excelência. Já houve tempo em que alguns exigiam que
se dissesse soteropolitano à pessoa que nascesse em Salvador.
Explica-se: Soterópolis
é o nome erudito de Salvador, já que em grego “soter” significa salvador e “polis”,
cidade. Soterópolis = Cidade do Salvador. Hoje, poucos conhecem os
soteropolitanos; muitos, contudo, já experimentaram a simpatia dos (ou das) salvadorenses.
É PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS AO
SERVIÇO
É
também correta a construção: É proibido entrada de pessoas estranhas ao serviço;
É necessário paciência; Mas - é
necessária a paciência.
AS OUTRAS FALAM QUE VENDEM MAIS
Falamos
de, sobre, a respeito. Jamais falamos que... O enunciado somente ficará correto
com a necessária substituição do verbo “ficar” por “dizer”. CORRIGINDO: As outras dizem que
vendem mais.
A MAIORIA DOS FILHOS, INDEPENDENTE DA
VONTADE DE SEUS PAIS, ESTUDA BEM MENOS DO QUE DEVIA
Embora
possa não ser percebida com a desejada rapidez, a frase apresentou uma incorreção
bastante significativa. Confundiu-se aí O advérbio “independentemente”, que, no
caso, é o que exige o enunciado, com o adjetivo “independente”.
CORRIGINDO: A maioria dos filhos,
independentemente da vontade de seus pais, estuda bem menos do que devia.
EM TEMPO: Seriam também aceitas pela concordância verbal as formas
“estudam” e “deviam”.
DESEJAR VOTOS (REDUNDÂNCIA?)
Redundância.
Na palavra “voto” já existe a ideia de desejo. Assim, "desejar votos” é
rigorosamente o mesmo que escrever “um escrito”, faltar “uma falta” ou pescar “um
peixe”. Votos se formulam, se expressam. Portanto, “formulo-lhe votos de muitas
felicidades” ou “desejo-lhe muitas felicidades”. E a felicidade se fará...


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